#PraçaDosArtistas: Concult, Movimento Teatral e Vila do Teatro repudiam censura policial

Por Lincoln Spada

Nas últimas 48 horas, o Conselho de Cultura de Santos, o Movimento Teatral da Baixada Santista e a Vila do Teatro se manifestaram publicamente em notas repudiando a censura de policiais militares à sessão do teatro de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua (integrante destes órgãos), no último domingo, na Praça dos Andradas. O conselheiro de cultura e diretor teatral Caio Martinez Pacheco foi algemado ao 1º D.P., e só liberado após mais de quatro horas.

> Entenda o contexto
> Leia a repercussão entre políticos

Batizada informalmente de ‘Praça dos Artistas’ em setembro, a mesma praça é palco de um amplo debate e manifestações culturais que mobilizam milhares de frequentadores aos fins de semana – de festas a exibições de cinema ao ar livre, de performances circenses a shows musicais. Trata-se do epicentro de três pontos culturais da Cidade: a própria Vila do Teatro, o Teatro Guarany e a Cadeia Velha.

Comunicado do Conselho de Cultura

Nos dias atuais, no âmbito do município de Santos, o Conselho Municipal de Cultura repudia veementemente o ato de violência e abuso de autoridade por parte da Polícia Militar contra o Sr. Caio José Martinez Pacheco, nosso Conselheiro Titular do Segmento de Teatro e Circo. A ação ocorreu na tarde de 30 de outubro de 2016, na Praça dos Andradas, onde ele foi detido como um criminoso, jogado na parte de trás da viatura, e sendo conduzido algemado para o 1º Distrito Policial de Santos.

As razões foram alegações distorcidas de que a peça encenada pela Trupe Olho da Rua emitira o som muito alto, perturbando o ambiente público; e que o “estilo” da peça era inadequado, justamente porque “Blitz – O império que nunca dorme”, e, dentro do universo das artes cênicas, aborda de forma cômica o autoritarismo e o estereótipo do policial truculento. É importante ressaltar que a peça censurada pela PM na Praça dos Andradas recebera o apoio do Governo Estadual via ProAC – Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura.

O Conselho de Cultura de Santos não tolera ações de violência gratuita contra os artistas e produtores culturais locais, desencadeadas pela Polícia Militar nas últimas semanas, e na Assembleia Geral Ordinária de 21 de novembro do corrente ano, apresentará o Relatório da Diretoria Executiva, em decisão terminativa, sobre os atos autoritários da Polícia Militar contra os artistas e produtores culturais locais, conforme a Constituição da República Federativa do Brasil. “É livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura e licença”, evidencia o item 9º do Artigo 5º de nossa Carta Magna.

Nota do Movimento Teatral da Baixada Santista

a1O Movimento Teatral da Baixada Santista repudia a ação arbitrária e desproporcional da Polícia Militar, com mais de seis viaturas com apoio da Guarda Municipal para algemar um trabalhador da cultura a partir da censura após cinco minutos do espetáculo de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, em temporada há um ano na mesma Praça dos Andradas.

Aliás, esta censura é infelizmente só mais um capítulo de enfrentamento que a PM e a GM têm em relação às mais recentes manifestações culturais, festividades e ações populares na Praça dos Andradas e Centro Histórico, desde que milhares de pessoas passaram a ocupar as praças durante essas atividades artísticas gratuitas e espontâneas. Um local tão simbólico de encontro está em risco.

Portanto, é necessária toda a mobilização em apoio à liberdade de expressão aos artistas e coletivos – de todo o Brasil. Assim, convidamos aos artistas para que estejamos unidos nesta pauta em comum e manifestemos apoio nesta quinta-feira (dia 3), às 14h na Assembleia Legislativa do Estado de SP e na segunda-feira (dia 7), às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Santos, para que os nossos representantes políticos garantam os nossos direitos de livre expressão artística.

O QUE É ‘BLITZ’?

Sem incitar discurso de ódio ou ofensas, a peça teatral reflete a violência policial, baseada em reportagens, teses acadêmicas e relatórios sobre a instituição policial brasileira. Entendendo a urgência do tema e a estética do grupo, o Governo Estadual contemplou a produção artística – ela circulará em 11 cidades. Entendemos que cabe ao próprio Governo garantir a livre expressão artística, prevista na nossa democrática Constituição.

Nota da Vila do Teatro

a2A Vila do Teatro agradece as milhares de manifestações de apoio e solidariedade dos artistas e coletivos da Baixada Santista, do Estado de São Paulo e dos quatro cantos do Brasil. Nós repudiamos a ação arbitrária e desproporcional da Polícia Militar, com mais de seis viaturas com apoio da Guarda Municipal para algemar um trabalhador da cultura a partir da censura após cinco minutos do espetáculo de rua ‘Blitz – O Império que nunca dorme’, da Trupe Olho da Rua, em temporada há um ano na mesma Praça dos Andradas.

Aliás, esta censura é infelizmente só mais um capítulo de enfrentamento que a PM e a GM têm as mais recentes manifestações culturais, festividades e ações populares na Praça dos Andradas e Centro Histórico, desde que milhares de pessoas passaram a ocupar as praças durante essas atividades artísticas gratuitas e espontâneas. Um local tão simbólico de encontro está em risco.

Portanto, é necessária toda a mobilização em apoio à liberdade de expressão aos artistas e coletivos da Baixada Santista – e de todo o Brasil. Assim, convidamos aos artistas e comunidade de Santos e Região para que estejamos unidos nesta pauta em comum e manifestemos apoio na próxima segunda-feira (dia 7), às 18 horas, na Câmara de Vereadores de Santos, para que os nossos representantes políticos garantam os nossos direitos de livre expressão artística.

O QUE É ‘BLITZ’?

Sem incitar discurso de ódio ou ofensas, a peça teatral reflete a violência policial, baseada em reportagens, teses acadêmicas e relatórios sobre a instituição policial brasileira. Entendendo a urgência do tema e a estética do grupo, o Governo Estadual contemplou a produção artística – ela circulará em 11 cidades. Entendemos que cabe ao próprio Governo garantir a livre expressão artística, prevista na nossa democrática Constituição.

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