Santos recebe em novembro o Festival Sesc de Música de Câmara

Por Canal Aberto

O Festival Sesc de Música de Câmara chega à sua segunda edição. Em 2016, os repertórios executados pelos grupos convidados vão do antigo ao contemporâneo em abordagens inovadoras, dando destaque à participação de cerca de 120 artistas, na grande maioria jovens músicos, e à contundente presença de mulheres realizadoras.

Realizado pelo Sesc São Paulo de 22 de novembro a 4 de dezembro, o festival reúne, em duas semanas de programação, 12 conjuntos convidados (cinco nacionais e sete internacionais – a maioria inéditos no país) em 47 concertos que acontecem em 11 unidades do Sesc, entre capital, interior e litoral, além da Igreja Nossa Senhora da Boa Morte, no centro de São Paulo.

Da programação brasileira do Festival, o Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136) recebe o Coral Jovem do Estado de São Paulo com a solista convidada Arianna Savall e o Sujeito a Guincho. Dentre os internacionais, apresentam-se o quinteto de sopros norte-americano Imani Winds, o conjunto vocal e instrumental francês L’Arpeggiata eo  Trio Appassionata, híbrido na origem de seus componentes: um brasileiro, uma americana e uma espanhola. A seguir, confira a programação na cidade:

Coral Jovem do Estado de São Paulo (BRA)
Duração: 70 minutos. Recomendação: 12 anos Ingressos: R$30 | R$15 | R$9 | 26 de novembro – 20h

a3Formado por 40 bolsistas e ligado à Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim), o Coral Jovem do Estado existe desde 1979 quando foi criado durante o décimo Festival de Inverno de Campos do Jordão. O Coral conta com ilustres nomes da música antiga no Brasil e no mundo para a realização desse programa. Junto de Ricardo Kanji, Luis Otavio Santos e Guilherme de Camargo, vem da Europa, especialmente para este programa, a soprano e harpista Arianna Savall. Marília Vargas, preparadora vocal do grupo e o maestro Tiago Pinheiro também irão compor o elenco, trazendo ao público do Festival uma experiência rica e completa de intercâmbio entre nossos jovens cantores e artistas tão consagrados, destacando as belezas da música antiga latina na interpretação de peças escritas na América Latina e na Península Ibérica durante o período colonial.

Sujeito a Guincho (BRA)
Duração: 60 Minutos Recomendação: 12 anos Ingressos: R$30 | R$15 | R$9 | 27 de novembro – 18h

a6O nome do grupo é uma brincadeira: “guincho” é o nome que se dá, entre os músicos, quando o clarinete emite uma nota errada – algo que pode acontecer a partir de uma alteração sutil, como esbarrar numa chave ou soprar o ar com muita pressão na palheta. O bom humor e a abertura para o risco do Sujeito a Guincho se reflete também na escolha de repertório, que transita entre o erudito e o popular, havendo espaço para Hermeto Pascoal, Gordurinha, Brahms e Vivaldi.

Formação única no cenário brasileiro, o Sujeito a Guincho é um quinteto de clarinetes criado em 1991 e que, portanto, está completando 25 anos de atividade. Nesse concerto, o Sujeito a Guincho tem Luca Raele, Diogo Maia, Luis Afonso Montanha, Edmilson Nery e Alexandre Ribeiro para interpretar Ouro sobre azul, de Ernesto Nazareth, Quinteto para 2 ½ clarinetas e Sim não porque ambas do compositor, arranjador, clarinetista e um dos fundadores do Sujeito a Guincho, Luca Raele. Seguem com O ovo, de Hermeto Pascoal, Choro negro, de  Paulinho da Viola, Espinha de bacalhau, de Severino Araújo, Chiclete com banana, de Gordurinha e Almira Castilho. Intercalados aos mestres da música popular, estão alguns gênios da tradição clássica: Heitor Villa-Lobos (Choros n.1) e Johannes Brahms (Intermezzo op.118 n.2).

 

Imani Winds (EUA)
Duração: 70 Minutos Recomendação: 12 anos Ingressos: R$30 | R$15 | R$9 | 01 de dezembro – 20h

a4Imani Winds estabeleceu-se como um dos mais bem sucedidos grupos de música de câmara nos Estados Unidos. Desde 1997, o quinteto nomeado ao Grammy traçou um caminho único, conquistando uma presença singular no mundo da música clássica com seu dinamismo, programação culturalmente engajada, colaborações ousadas e programas de extensão inspiradores. A grande variedade de programas oferecidos por Imani Winds revela a sua missão de expandir o repertório e diversificar as fontes de música.

De Mendelssohn, Jean Françaix, György Ligeti, e Luciano Berio, a Astor Piazzolla, Elliott Carter e John Harbison; e a níveis inesperados com Paquito D’Rivera e Simone Shaheen, Imani Winds procura incorporar ativamente novas músicas e novas vozes ao idioma da música clássica moderna. Nas diversas unidades do Sesc em que vai se apresentar, o grupo executa um repertório que passeia por Valerie Coleman, Elliot Carter, Carl Nielsen, Paquito D’Rivera, Heitor Villa-Lobos, György Ligeti e Astor Piazolla.

Trio Appassionata (BRA/ESP/EUA)
Duração: 80 minutos Recomendação: 12 anos Ingressos: R$30 | R$15 | R$9 | 02 de dezembro – 20h

a2Uma violinista norte-americana, uma violoncelista espanhola e um pianista brasileiro: três jovens músicos de perfil discreto e concentrado no palco, o que não os impede de realizar performances cativantes, que chamam atenção pela alta qualidade técnica e pelo potencial comunicativo. Lydia Chernicoff (violino), Andrea Casarrubios (violoncelo) e Ronaldo Rolim (piano) são os artistas responsáveis pelo Trio Appassionata, criado em 2007, que já se apresentou em salas de concerto de quatro continentes, sempre colhendo críticas positivas. O Appassionata, que já se apresentou diversas vezes nos EUA e Europa, vem pela primeira vez ao Brasil em 2016, e mostra um repertório que inclui compositores como L. van Beethoven, Lorenzo Fernandez e Antonin Dvorák.

L’Arpeggiata (FRA)
Duração: 160 Minutos Recomendação: 12 anos Ingressos: R$40 | R$20 | R$12 | 03 de dezembro  – 20h

a1A musicista Christina Pluhar criou, no ano 2000, o conjunto vocal e instrumental L’Arpeggiata. Em uma década e meia de atividades, o L’Arpeggiata já se consolidou como um dos mais importantes e interessantes conjuntos que têm como base a música antiga. O grupo sediado na França reúne artistas de diversas origens musicais, provenientes de ambos os lados da Europa e do mundo. A sonoridade do conjunto, construída em torno das cordas dedilhadas, tem como objetivo reviver um repertório quase desconhecido da música francesa, italiana e napolitana do início do século 17.

O repertório apresentado no Festival abarca tradições musicais de países como Grécia, Turquia, Itália, Espanha e Portugal. A combinação de culturas e instrumentos do Mar Mediterrâneo é interpretada com a colaboração dos cantores Misia, Vincenzo Capezzuto e Katerina Papadopoulou.

 

 

 

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