Coletivo Sanatório Geral encena ‘É Doce ou Salgado?’ em novembro, na Cadeia Velha

Por Miriam Vieira

O respeito pelas escolhas de cada um para que haja igualdade de oportunidades de participação, reconhecimento e valorização na sociedade é o mote de “É Doce ou Salgado?”, teatro infantil do Coletivo Sanatório Geral. Com direção de Betinho Neto e Miriam Vieira, o espetáculo reúne em seu elenco as atrizes Liliane São Paulo, Sandy Andrade e Amanda Franco. A trilha sonora original é de Bruno de La Rosa, com figurinos de Waldir Correia, adereços de Marcia Alves, coreografia de Paula d’ Albuquerque e maquiagem de Kadu Veríssimo

‘É Doce Ou Salgado’ propõe uma reflexão sobre nossos papeis na sociedade, com o objetivo de conscientizar as crianças sobre o direito às escolhas, para que todos vejam uns aos outros como iguais, sem discriminação e preconceito, sem distinção de cor ou gênero. “É uma premissa para que pais e filhos possam entender a importância de um mundo mais igualitário e tolerante”, afirma Betinho Neto. A peça que realizou mais de 35 sessões desde a sua estreia (agosto/2015), volta com apresentações gratuitas em Santos, nos dias 12 e 19 de novembro de 2016, ems essões às 16h, na Cadeia Velha de Santos, com patrocínio da Nita Alimentos.

Na trama, a Rainha Açúcar e a Rainha Sal entram em guerra no Reino da Comida para que todos os alimentos e temperos decidam se são salgados ou doces. Mas a Pimenta luta para que cada um seja o que bem quiser. Ora denominando-se do sexo masculino, ora do feminino, ela trava uma luta árdua em defesa da igualdade e liberdade de escolha dos súditos. Os criadores do espetáculo ressaltam que estes temas não são discutidos na maioria das escolas, o que priva os alunos de uma formação adequada para uma boa compreensão da vida social e criação de um ambiente escolar que não promova exclusões baseadas no preconceito e na violência contra mulheres e comunidade LGBT.

Tais questões são abordadas em cena de forma suave e, ao mesmo tempo, profunda, utilizando o teatro e a música como ferramentas. Ao valorizar as escolhas espontâneas das crianças e suas verdadeiras essências, o texto questiona alguns conceitos historicamente tratados como “certos”, que acabam refletindo diretamente em seu desenvolvimento até a vida adulta, tais como: “azul é cor de menino”, “meninas não brincam com carrinhos” e “trabalhos domésticos são para mulheres”, etc.

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