Artistas ao lado dos servidores públicos da Baixada Santista

Por Lincoln Spada | Foto: Trupe Olho da Rua

Com o argumento da recessão econômica pelo terceiro ano seguido, várias administrações brasileiras criaram medidas de ajuste fiscal que afetam os serviços governamentais e, respectivamente, a vida dos servidores públicos. Na Baixada Santista, salários congelados, pagamentos atrasados e cortes orçamentários rendem neste ano greves de servidores de Santos, professores de São Vicente, funcionários públicos de Cubatão, entre outras categorias.

Se de um lado, as medidas financeiras das prefeituras de Santos e Cubatão foram aprovadas com amplo apoio em suas respectivas câmaras, por outro, destaca-se a estratégia empenhada pelos servidores em suas manifestações pacíficas em ambos os municípios. E, principalmente, as recentes ações dos coletivos artísticos em defesa dos funcionários públicos.

No último dia 10, em Santos, uma tenda na Praça Mauá exibiu a sessão da Mostra Marginal de Cinema Santista, sob a curadoria do cineasta Dino Menezes: “O amor pela subversão, ao cinema e a linguagem é o motor dessas produções. Não temos fins lucrativos, fazemos um cinema livre do sistema monetário, independente de governo e entidades. Um cinema de protesto e de arte”.

Já em Cubatão, após a intervenção da PM que dispersou trabalhadores com bombas de gás e lacrimogênio, no dia seguinte, 29, como gesto solidário aos servidores, houve uma apresentação da Trupe Olho da Rua. Justamente a peça ‘Blitz, o Império Nunca Dorme’ é uma crítica à violência policial. Mais recentemente, a imprensa local focou na servidora cubatense, a diretora teatral da Cia do Imaginário, Paula D’Albuquerque.

Durante o protesto na Câmara de Cubatão, ela é acusada de ter jogado água em direção à uma vereadora. Há vídeo da TV Santa Cecília que negue a versão divulgada na imprensa. Muitos presentes confirmam a versão da artista e a própria política não quis avaliar o episódio ao A Tribuna On-Line. Endossando como mais uma das diversas vozes em apoio à Paula D’Albuquerque, a Revista Relevo se solidariza à artista e espera que se resolva qualquer mal entendido.

No Brasil e estados

A economia pública também ressoa noutras administrações públicas. No plano federal, a PEC dos Gastos Públicos (Proposta de Emenda Constitucional 241) e a tramitação da mais recente Reforma Previdenciária, desencadeia em constantes manifestações de trabalhadores. Coletivos e artistas, como o ator Wagner Moura e o autor Gregorio Duvivier, também fazem a defesa dos direitos dos trabalhadores.

Nos governos estaduais, o congelamento orçamentário resultou na greve dos policiais do Espírito Santo, os atrasos salariais colocaram nas ruas os servidores de Saúde do Rio e, nesta semana, o atraso da parcela do programa de Participação dos Resultados impulsionou na insatisfação de parte dos ferroviários das linhas da CPTM, empresa de economia mista do Governo de São Paulo.

 

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