Arquivo da categoria: Literatura

Centenário da Revolução Russa é tema de sarau e debate em Santos

Por Assoc. Cultural José Martí/BS
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O centenário da Revolução Russa pauta uma agenda especial nesta semana em Santos. Na sexta-feira (20/out), às 19h30, o Campus Silva Jardim da Unifesp (R. Silva Jardim, 136/Santos) sedia o debate ‘É posssível construir uma nova sociedade sem revolução social?’.
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Nesta noite, diversas entidades da Baixada Santista propõem esta reflexão, sendo as discussões realizadas com a participação de Breno Altmam, Marcelo Buzetto, João Guilherme e Mauro Iasi, com a mediação feita por Danilo Nunes.
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Por sua vez, no sábado (21/out), às 20 horas, acontece o Sarau Cultural, com música, teatro, dança e poesia com o Coletivo Manifesta. A iniciativa será na Associação Cultural José Martí da Baixada Santista, na Rua Joaquim Távora, 217/Santos.
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Sábado tem Feira de Troca de Livros no PDA

Por Prefeitura de Praia Grande
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A última Feira de Troca de Livros do ano acontece neste final de semana no Palácio das Artes (PDA). A 16ª edição do evento será no sábado (21), das 14 às 18 horas, no Salão de Eventos do PDA (Av. Pres. Costa e Silva, 1600/Praia Grande). A entrada é gratuita.
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Durante toda a tarde, amantes da leitura poderão trocar livros em bom estado em diversas bancas instaladas no Salão. Não há limite de trocas de livros. Qualquer exemplar, de qualquer gênero, poderá ser trocado, em qualquer quantidade. O importante é o livro estar em bom estado.
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Outro destaque do evento é que às 16 horas ocorrerá o 10º Ciclo de Leituras Dramáticas, já tradicional durante as Feiras de Troca de Livros. O escritor praia-grandense Roberto Massoni apresentará a leitura “Uma História Ordinária”. Não é preciso fazer inscrição prévia para participar.

Sesc Santos apresenta musical em homenagem aos 90 anos de Suassuna

Por Corina de Assis e Felipe Veiga
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Dias 19 e 20 de outubro, o Sesc Santos (R. Cons. Ribas, 136) recebe em seu Teatro o espetáculo musical ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, uma homenagem da cia. Barca dos Corações Partidos a Ariano Suassuna, que completaria 90 anos, em 2017. As apresentações serão na quinta-feira dia 19 de outubro às 21h, e sexta-feira dia 20 de outubro às 19h. Ingressos de R$ 6 a R$ 20.
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‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.
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Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo.
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Desta forma, com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares. Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos.
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‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora. A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada.
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Origem do Grupo
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O grupo se formou no processo de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque (‘Ópera do Malandro’, 2014), ambos com direção de João Falcão. Chico César, Braulio Tavares e Luís Carlos Vasconcelos assistiram aos três trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada.
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O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.
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Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.
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Homenagem não-biográfica
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O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.
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A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto.
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A maioria das letras ficou a cargo de Bráulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.

Mia Couto é homenageado em sarau poético em Santos

Por Clara Sznifer

O autor Mia Couto é o grande homenageado na nova edição do sarau ‘Um autor na ciranda poética’. O evento será neste sábado (dia 14), ás 15h30, na Aliança Francesa de Santos (R. Rio Grande do Norte, 98/Santos). Entrada franca.

Com coordenação literária de Clara Sznifer e musical de Roberto Soares, a iniciativa conta com apresentações de poemas, músicas, vídeos e comentários sobre a obra do escritor moçambicano. Antônio Emílio Leite Couto, mais conhecido por Mia Couto, nasceu em 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira em Moçambique. É filho de uma família de emigrantes portugueses.

Mia Couto é um “escritor da terra”, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra. É o único africano que é membro da Academia Brasileira de Letras, como sócio correspondente. Atualmente é o autor moçambicano mais traduzido e divulgado no exterior e um dos autores estrangeiros mais vendidos em Portugal.

As suas obras são traduzidas e publicadas em 24 países. Várias das suas obras têm sido adaptadas ao teatro e cinema. Tem recebido vários prêmios nacionais e internacionais, por vários dos seus livros e pelo conjunto da sua obra literária.

É, comparado a Gabriel Garcia Márquez e Guimarães Rosa. Seu romance Terra sonâmbula foi considerado um dos dez melhores livros africanos do século 20. Em 1999, o autor recebeu o prêmio Vergílio Ferreira pelo conjunto de sua obra e, em 2007 o prêmio União Latina de Literaturas Românicas.

 

Neste feriado, dicas para público infantil em Santos

Por Secult Santos
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‘Projeto Natureza em Arte’
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Montada pela primeira vez em Santos em 1999, com alunos da antiga ONG Projeto Zonnarte, a peça ‘A história do Homem Baixinho que dava corda no relógio da Matriz’, com direção de Marcelo Duarte, celebra o Dia das Crianças. Tem elenco formado pelos alunos mirins e adolescentes das oficinas de teatro do Centro Cultural da Zona Noroeste.
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A história se passa em uma cidade imaginária, em que o grande referencial é o relógio de sua única igreja. Só um homem simples e bom dá corda no relógio, mas ele fica doente e não pode, como em todas as manhãs, fazer a engrenagem funcionar. Aí começa toda a confusão.
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A médica se atrasa, a loja não abre, o casamento não acontece, os doces não são feitos e o presente não chega à festa. Quinta-feira (12). 16h. Jardim Botânico Municipal Chico Mendes. Rua João Fracarolli, s/nº, Bom Retiro. Gratuito.
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Projeto Santorias
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O Projeto Santorias celebra o Dia das Crianças por meio da contação de histórias e músicas. A apresentação tem participação especial da contadora de histórias Camila Genaro. Domingo (15). 10h. Concha Acústica Vicente de Carvalho. Orla do Gonzaga, ao lado do Canal 3. Gratuito.
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‘Brincar e Cantar’
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O grupo musical, formado por Debora Paiva, Andréa Gonzaga, Karol Antunes, Leonardo Vilar e Gilson Koch, apresenta o show ‘Brincar e Cantar’. A apresentação convida as crianças a se divertir pelo universo da música. Traz canções como ‘Livre Estou’, ‘O Pato’, ‘O Leão’, ‘O Sapo’ e ‘A Canoa’, entre outras. Sábado (14). 17h. Pinacoteca Benedicto Calixto. Av. Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão. Gratuito. Informações no site http://pinacotecadesantos.org.br.
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‘A Bela e A Fera’
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A Academia Lorraine Macedonio de Artes reinterpreta o clássico infantil francês, originalmente escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot, de 1740, em dança. Sexyta-feira (13). Sessões às 17h30 e 20h. Teatro Guarany. Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico. A entrada custa R$ 25,00.

Filme infantil ‘Piratas Pirados!’ agita Biblioteca na próxima segunda em Cubatão

Por Lincoln Spada
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A animação estadunidense ‘Piratas Pirados!’ é o novo filme do programa Pontos MIS. Excepcionalmente, pela próxima quinta-feira ser feriado, a sessão do longa infantil será transferida para a próxima segunda-feira (dia 16), às 14h30, no auditório da Biblioteca Municipal Professor João Rangel Simões, na Avenida 9 de Abril, 1977, Centro.
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Quando famoso Capitão Pirata é mais uma vez ignorado pelos rivais Black Bellamy e Liz Perigosa, ele se concentra em vencer o cobiçado troféu Pirata do Ano! Com seu fiel Dodô e uma atrapalhada tripulação ao seu lado, o Capitão Pirata precisará enfrentar uma rainha diabólica, salvar um jovem cientista e jamais perder de vista o que um pirata mais ama: Aventura!
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A direção é assinada por Peter Lord e Jeff Newitt. A ação compõe o programa Pontos MIS, da Secretaria da Cultura de SP e MIS-SP – Museu da Imagem e do Som com apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão via Secretaria da Cultura.

Novo romance de Manoel Herzog é lançado na Realejo

Informações da Companhia das Letras

Do selo Alfaguara da Companhia das Letras, o romance ‘A Jaca do Cemitério é Mais Doce’ será lançado nesta sexta-feira (dia 6), às 19h, na Livraria Realejo (Av. Marechal Deodoro, 2/Santos). O livro é uma publicação de Manoel Hezog, escritor desde 1987, já tendo lançado ‘Companhia Brasileira de Alquimia’ e ‘A Comédia de Alissia Bloom’, respectivamente semifinalista do Prêmio Portugal Telecom 2014 e 3º lugar do Jabuti de Poesia.

> Acesse a trechos de ‘A Jaca do Cemitério é mais doce’

Santiago, filho único, cresceu na periferia do mundo. Sofreu na adolescência, nunca conseguiu se encaixar. Odiava a discoteca, a música dos Bee Gees. Finalmente, aos 21, entendeu que as mulheres não consideram um homem que não dance. Matriculou-se no curso de dança de salão e aprendeu que o homem, uma vez na pista, se move apenas da cintura para baixo.

Entre suas saídas e seu trabalho massacrante na indústria, ele se apaixona por Natércia, que estudara com ele no colégio. Ela nunca lhe dera atenção, mas agora, vendo-o conhecedor dos segredos do samba de gafieira, deixa que Santiago se aproxime. A relação dos dois, apaixonada no início, doentia no final, é o fio condutor deste romance brilhante, cômico e incomum.

A voz de Manoel Herzog remete a clássicos da literatura brasileira, e parte em busca de transformação na forma de contar uma história. Nasceu em Santos, São Paulo, em 1964. Criado na cidade de Cubatão, trabalhou na indústria química e formou-se em Direito. Estreou na literatura em 1987 com os poemas de Brincadeira Surrealista.