Circuito Brasil FestInFolk nesta semana na Baixada

02O Circuito Brasil FestInFolk, festival internacional do folclore ocorre nesta semana em Santos e Bertioga, com grupos folclóricos da Colômbia, França e Venezuela. A iniciativa da ONG AbrasoFFA percorre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A presidente da entidade, Helena Lourenço, comenta ao site do G1: “Teremos também o grupo da França, que realiza uma dança inusitada, se apresenta usando pernas de pau com cerca de um metro de altura. E temos também um grupo da Colômbia, que mostra um pouco do folclore tradicional do país”.

Programação

Dia 25/08 (segunda), em Santos
– 18h, Feira de Artensanato na UNIP (Endereço: Av. Francisco Manoel, s/n, Jabaquara, Santos)
– 19h, Abertura Oficial no auditório da UNIP (Endereço: Av. Francisco Manoel, s/n, Jabaquara, Santos)

Dia 26/08 (terça-feira), em Bertioga
– 10h – Apresentação Projeto Escola, na escola José Carlos Buzinaro, em Bertioga (Endereço: Quadra A, 15 Costa Sol)
– 14h e 19h – Apresentação Projeto Escola, em Boraceia, em Bertioga (Endereço: Av Deputado Emílio Justo, s/n)

Dia 27/08 (quarta-feira), em Santos
– 12h – Apresentação dos grupos na Praça Mauá, em Santos
– 13h30 – Projeto Escola, na Escola Edméa, em Santos (Endereço: Rua Bahia, 49)
– 19h – Projeto Escola, na Escola Cidade de Santos (Endereço: Rua Senador Dantas, 410, Santos)

Dia 28/08 (quinta-feira), em Bertioga
– 10h – Projeto Escola, na Escola José Emririo, em Bertioga (Endereço: Rua Aprovada, 154)
– 14h e 19h – Projeto Escola, na Escola Mario Covas, em Bertioga (Endereço: Av São Lourenço, 2160, Riviera)
– 16h – Apresentação no Paço Municipal de Bertioga

Dia 29/08 (sexta-feira), em Bertioga
– 10h, 14h e 19h – Projeto Escola, na Escola Vista Linda, em Bertioga (Endereço: Av. Anchieta, 8619)

Dia 30/08 (sábado), em Santos
– 9h – Desfile na Zona Noroeste
– 14h – Apresentação na Zona Noroeste

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12º Curta Santos divulga selecionados das mostras competitivas

Após centenas de inscrições, o 12º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos apresenta os 10 curtas-metragens concorrentes de cada mostra competitiva, a Olhar Brasilis (de caráter nacional) e a Olhar Caiçara (de caráter nacional), e da mostra especial Videoclipe Caiçara (também regional). Os filmes integram a programação do evento, que ocorrerá em Santos (SP) entre 16 e 21 de setembro de 2014.

Além desses curtas selecionados, o Curta Santos contará com exibições de várias mostras, como a Mostra Internacional Kugoma – com obras selecionadas pelo Fórum Kugoma de Cinema, de Moçambique – e Mostra Arte e Cidade. Esta última referente ao tema homônimo do festival. Também acontecerão debates, oficinas e festas durante o evento. Toda a programação é gratuita.

Mostra Olhar Brasilis

3vidaqueagentesoouvefalarA Vida que a Gente só ouve falar
Direção
: Júlia Tami Ishikawa | Gênero: Documentário | Duração: 20min | Cidade: São Paulo/SP
Sinopse: Sioneide e Antônio não sabem ler nem escrever, a ex-vereadora e o zelador de uma escola transformam a percepção da linguagem quando o saber depende de ouvir. De Manari, em Pernambuco, a Franco da Rocha, em São Paulo, ouvimos histórias que nunca foram escritas.

A Navalha do Avô
Direção
: Pedro Jorge | Gênero: Ficção | Duração: 20min | Cidade: São Paulo/SP
Sinopse: A vida de José está mudando. Seu neto começa a perceber.

Rio Corpo Aberto
Direção: Kadu Borges | Gênero: Ficção | Duração: 20min | Cidade: Rio de Janeiro/RJ
Sinopse: A noite cai na velha Cidade Maravilhosa, revelando um encontro intenso e nostálgico entre Antônio e Dona.

O Jogo
Direção: Pedro Coutinho | Gênero: Ficção | Duração: 18min45 | Cidade: São Paulo/SP
Sinopse: Após discussão durante uma viagem para Campos de Jordão, Julia e Fred iniciam um jogo sexual com consequências definitivas para o seu relacionamento e suas vidas.

Entulho
Direção: Mabel Lopes | Gênero: Ficção | Duração: 17min15 | Cidade: Campinas/SP
Sinopse: Gustavo é um acumulador compulsivo de entulho que recebe um aviso de despejo da Vigilância Sanitária caso não limpe sua casa, que é imunda. O que Gustavo não sabe é que o entulho em sua vida não é apenas material.

3jessyJessy
Direção: Paula Lice, Rodrigo Lima e Ronei Jorge | Gênero: Documentário | Duração: 15min | Cidade: Salvador/BA
Sinopse: Jéssica Cristopherry! Assim se chamavam todas as personagens da infância de Paula Lice. Atriz, dramaturga e mulher, Paula conta com o apoio das madrinhas para resgatar Jéssica e relaziar o seu desejo de ser transformista.

O que Ficou pra Trás
Direção: Pedro Guidani | Gênero: Ficção | Duração: 19min | Cidade: Porto Alegre/RS
Sinopse: Anos depois de deixar a casa da família no interior, Daniel recebe uma inesperada visita de seu irmão mais novo, André. Os dois, junto à Paula, namorada de Daniel, embarcarão em uma viagem nos quais segredos e lembranças enterradas há muito tempo virão à tona.

Malha
Direção: Paulo Roberto | Gênero: Documentário | Duração: 14min17 | Cidade: Nazarezinho/PB
Sinopse: “E as crenças singulares traduzem essa aproximação violenta de tendências distintas…”, “… saem das missas consagradas para os ágapes selvagens…”, Euclides da Cunha, Os Sertões. A violenta materialização de um festejo popular, a malhação de judas no interior da Paraíba, onde os credos religiosos de um povo servem de pano de fundo para a entrega visceral ao escárnio profano.

Tormenta
Direção: Fernanda Salgado e Fernando Mendes | Gênero: Ficção | Duração: 14min16 | Cidade: Belo Horizonte/MG
Sinopse: Um apartamento sob a chuva, um homem tem um encontro marcado e reflete sobre o tempo que escorre.

3filhoprodigoO Filho Pródigo
Direção: Felipe Arrojo Poroger | Gênero: Ficção | Duração: 15min | Cidade: São Paulo
Sinopse: Em meio a uma grave crise financeira, uma família acorda com a notícia de que fora encontrado morto o seu filho caçula, desaparecido há nove anos.

Mostra Olhar Caiçara

A Pedra que Canta Também Chora
Direção
: Louiz Baptista | Gênero: Documentário | Duração: 15min | Cidade: Itanhaém
Sinopse: Um retrato de um movimento de arte de rua que sofre repressão em 2012.

2anamneseAnamnese
Direção: Mônica Donatelli | Gênero: Documentário | Duração: 11min | Cidade: Santos
Sinopse: Fragmentos de toda uma vida. A amizade entre Estela, Helena e Vitalina, três derradeiras irmãs dos 14 Soares que encheram por mais de um século a Cidade de Santos de virtudes e delicadezas.

Árvore
Direção: Fabiana Conway e Gabriella Drummond | Gênero: Ficção | Duração: 10min46 | Cidade: Santos
Sinopse: Thom é um artista plástico que namora Sophia há quatro anos. Quando tem seu amor colocado em dúvida, por não assumir um casamento, refugia-se em seu ateliê e buscar respostas por meio da arte.

Body Count na Área
Direção: Marco T. Alves | Gênero: Ficção | Duração: 10min58 | Cidade: Santos
Sinopse: Body Count é um lutador de rua, um campeão marginal. As feridas de seu conturbado passado nunca cicatrizaram, tornando-o uma máquina de guerra e fúria. Os vídeos de suas lutas bombam na Internet e, entre as porradas da vida, ele vai ajustar as contas com o seu passado.

Dama da Noite
Direção: Dino Menezes | Gênero: Ficção | Duração: 11min | Cidade: Santos
Sinopse: Baseado na adaptação teatral “Dama da Noite” para o conto homônimo de Caio Fernando Abreu, aborda a personagem e as angústias de um ser humano que não se sente inserido no mundo que vê e vive.

2parouimparPar ou Ímpar
Direção: Lívia Quintanilha | Gênero: Ficção | Duração: 15min | Cidade: Santos
Sinopse: Edu ama Carol, que ama Caio, que ama outra pessoa. Ok, 99 % das pessoas do mundo já sofreram por um amor não correspondido. Mas nessa história, eles decidem assumir o que sentem ao mesmo tempo e acabam vivendo a frustração do “não amor”. Mais do que um filme sobre o amor, esse é um filme sobre a coragem que é preciso ter para assumir um sentimento, deixar de ser ímpar e se tornar um par.

Prelado
Direção: Vitor Vilaverde | Gênero: Documentário | Duração: 17min | Cidade: Santos/Iguape
Sinopse: Os moradores do Prelado, uma vila de pescadores no litoral sul de São Paulo, contam suas histórias ao mesmo tempo em que se preparam para o baile da Folia de Reis. Cada história, seja ela real ou fantástica, pode ser verdadeira, sejam macacos gigantes que vivem no mato, fantasmas no cemitério ou uma bola de fogo que cruza o céu de sete em sete anos.

Sonar
Direção: Victor Allencar | Gênero: Documentário | Duração: 13min20 | Cidade: Santos
Sinopse: Invasor, nostálgico e elemento não-físico, na alma se sente e o corpo reage. O som é universal e, em sua plenitude, é possível ouvi-lo, tocá-lo e vivê-lo.

Tiros
Direção: Gabriel Izaguirre | Gênero: Ficção | Duração: 10min | Cidade: Santos
Sinopse: A obra narra a história de uma professora e três alunos que, sitiados em uma sala de aula durante a invasão de um atirador, vivem momentos de pânico e os acontecimentos da última noite vem à tona.

2visaoprivilegiadaVisão Privilegiada
Direção: Kamilli Semenov e Maria Paula Rodrigues | Gênero: Documentário | Duração: 10min | Cidade: Santos
Sinopse: Com uma forma diferente de olhar a vida, pais registram momentos de uma criança de três anos que, desde o seu nascimento, conta com uma dedicação e carinho mais que especiais.

Mostra Videoclipe Caiçara

Poltergeist, o Espírito da Escadaria
Banda: Bruno Ayres | Dir.: Bruno Ayres | Duração: 1min51 | Cidade: Santos
Sinopse: Você conhece os seus fantasmas? Durante o sono, um rapaz é forçado a participar de uma festa da qual ele não tem consciência, e, aparentemente, tudo que não é vivo vai fazê-lo de brinquedo.

Homem Máquina
Banda: Parelio | Dir.: Kennedy Lui | Duração: 4min13 | Cidade: Santos
Sinopse: Acordar, trabalhar, divertir-se, mas não muito, voltar para casa e dormir. Não, não, estamos falando de você. Mas bem que poderia né? Estamos falando do homem máquina. Essa é a nossa rotina ilustrada pela música da banda Parelio.

4nossotempocomecouNosso Tempo Começou
Banda: Music Box | Dir.: Bruno Couto e Fabrízio Toniolo | Duração: 3min38 | Cidade: Santos
Sinopse: A história de uma garota que procura constantemente o garoto que ela é apaixonada na praia, onde ele costuma surfar. Após tentar encontra-lo e não ser bem sucedida, a garota fica brava e volta para casa pra pensar no que fazer. A garota decide voltar a praia e dessa vez encontra quem ela tanto queria.

Eu Também Estava Lá
Banda: Madrenegra | Dir.: Bruno Couto e Fabrízio Toniolo | Duração: 4min56 | Cidade: Santos
Sinopse: A música discorre abordando diversos fatos que ocorreram na história da humanidade e, ao decorrer do videoclipe, podemos assistir através de imagens apropriadas diversas cenas desses fatos, juntamente com imagens da banda.

Heart Cracked Glass Window
Banda: Sismic Amps | Dir.: Thiago de Oliveira Santos e Dilceu Amaral Jr. | Duração: 4min45 | Cidade: Santos
Sinopse: O videoclipe mostra uma desilusão amorosa e os diversos sentimentos decorrentes dela. A história é contada pela música, com o Sismic Amps tocando sob uma imensa parede de amplificadores.

Só Nós Dois
Banda: Freeside | Dir.: Lucas Romor de Lima | Duração: 4min | Cidades: Santos e Guarujá
Sinopse: Duas pessoas se encontram e vivem dias felizes juntos graças a interferência de forças maiores.

4quemsomosnosQuem Somos Nós
Banda: Sidarta | Dir.: Rachel Munhoz | Duração: 7min5 | Cidade: São Vicente
Sinopse: Como a letra da música, o videoclipe expressa a transformação da realidade, que se move e é moldada de acordo com as nossas atitudes. Inspirado na tradicional festa hindu que celebra a chegada da primavera, conhecida como festival das cores, os integrantes da banda brincam com um pó de diversas cores, colorindo seus instrumentos, o cenário e a si mesmos. Essa foi uma forma de representar a destruição e a renovação, as cores são os agentes transformadores. O cenário é a rpaia e, ao final, percebemos a ligação que existe entre eles. Seu elo: a música.

Don’t Waste My Time
Banda: Awaking the Crows | Dir.: Iam Leite Pimentel | Duração: 3min34 | Cidade: São Paulo
Sinopse: Primeiro videoclipe da banda caiçara Awaking The Crowd.

Na Balada é Nóis
Banda
: MC Danilo Boladão | Dir.: Fábio Vinícius Simim | Duração: 3min18 | Cidade: Santos
Sinopse: Na Balada É Nóis é um videoclipe musical com mega produção e figurino de época de cabaré.

Não Estamos Sozinhos
Banda: Marcão Britto | Dir.: Bruno Santoni | Duração: 3min32 | Cidade: Santos
Sinopse: Após as perdas irreparáveis de seus amigos Chorão e Champignon, da Banda Charlie Brown Jr., o guitarrista Marcão Britto compôs o single “Não Estamos Sozinhos” como forma de desabafo.

Comédia Oficina dos Farrandantes animará as praças de Santos

Rodrigo Alves, Letícia Barbosa, Witany Alexandre, Andressa Amaral, Roberto Gomes e Val Nascimento (1)Atrasada pra festa, sozinha dentro de um carro quebrado e, ainda por cima, vítima de um assalto. O que pode ser muito bem um drama para muita gente se torna em uma verdadeira comédia no espetáculo de rua “Oficina dos Farrandantes”, culminando nos próprios ladrões a consertar o veículo da moça. Esta cena um tanto inusitada e outras mais acontecerão nesta segunda-feira, dia 18, às 16h, na Praça da Capela (Vila Gilda), terça-feira, às 16h, na Praça Guadalajara (Nova Cintra) e quarta-feira, às 16h, na Praça José Bonifácio (Centro Histórico).

O humor permeia toda a montagem, resultado da oficina gratuita de iniciação ao teatro popular realizada pelo Projeto Ciclocênico no Mercado Municipal faz uns três meses com os professores Daniel Valverde, Ernani Sequinel e Fabíola Moraes. Em plena praça pública, os sete alunos-atores se revezarão em cinco cenas, envolvendo a farsa, a comédia dell’arte e o melodrama. Portanto, espere um teatro de rua caricato, exagerado e também inteligente, ingredientes mais que suficientes para arrancar risos dos espectadores.

E nada de cenários ou figurinos. Apenas as máscaras dos teatros clássicos restarão como adereços do elenco de roupas neutras em sua semana de estreia ao ar livre. Portanto, a interpretação é o ponto alto das esquetes, que, aliás, foram criadas pelos próprios atores. “O elenco teve uma evolução muito grande com essa iniciação teatral”, anima-se Platão. “Se antes eram tímidos em encenar na rua, hoje eles apresentam com grande energia e vontade a população”.

Mas certamente o entrosamento deles após tantas semanas também se deve ao fato de que o teatro estimula o protagonismo das pessoas. “As discussões, trocas, o estímulo da sensibilidade e da capacidade crítica, além das buscas coletivas e solitárias que envolvem um processo de criação artística… Todos esses são meios de conquista da autonomia e de mudanças no campo individual e social”, já me disse Platão noutra oportunidade.

Entre os alunos-atores, há uma mesca de adolescentes e idosos de várias cidades da Baixada Santista, como Santos, São Vicente e Mongaguá. A proposta é de que eles permaneçam nas companhias teatrais do Ciclocênico. Em breve, novas turmas de teatro popular serão abertas pelo projeto na futura sede da entidade.

O projeto Ciclocênico é uma parceria dos dois grupos Teatro Wídia e Coisas de Teatro Cia. de Arte. A iniciativa criou o espetáculo “Farrandança”, sucesso de público e crítica na Região e que fará temporada em várias escolas dos municípios de São Paulo neste ano. Essa oficina é uma contrapartida da peça contemplada pelo Facult – Fundo de Apoio à Cultura de Santos.

Braz Cubas recebe exposição ‘Liberdade Quarenta e Quatro’

Um dos mais antigos coletivos de artes visuais da Baixada Santista, o Atelier Oficina 44 lança sua exposição Liberdade Quarenta e Quatro hoje (12 de agosto), às 19h, na Galeria de Arte Braz Cubas (Av. Pinheiro Machado, 48/Santos). A exposição estará aberta ao público até o dia 31 de agosto. O horário de funcionamento é das 13h às 21 h de segunda à sexta-feira, e das 10h às 19 h, aos sábados, domingos e feriados.

“A exposição reúne trabalhos em diversas mídias e suportes que expressam a riqueza do fazer artístico. O título da mostra faz uma referência ao endereço do Atelier, Rua Liberdade, número 44, onde o grupo trabalha desde 1995”, explica o coordenador de Museus e Galerias da Prefeitura de Santos, Murilo Netto. “Ao longo de quase 20 anos, passaram pelo coletivo uma série de talentosos artistas plásticos, arquitetos, ourives, músicos e profissionais de teatro. Atualmente, o Atelier continua mantendo sua proposta inicial de funcionar como oficina de criação e iniciativas culturais”. Confira abaixo os artistas que terão seus trabalhos expostos na mostra:

Chico Melo – Utiliza a assemblagem para compor com diversos materiais, cores e formas buscando a tridimensionalidade em todas as suas obras.

Telles – O escultor parte da argila como matriz para desenvolver seu trabalho em diversos materiais, como cerâmica, resina sintética e metais.

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Valério da Luz – Mostrará uma relação entre as várias possibilidades e contextos que as artes visuais oferecem: pintura, assemblagem e grafite. Linguagens que embora distintas, pelas mãos de Valério revelarão um só conceito.  Na noite de abertura, o artista apresentará a performance “Game Over”, com projeções  que espelham sua   pesquisa visual.

Márcia Zanin – Utiliza o desenho como suporte para seu trabalho artístico; e a colagem com papéis diversificados, lápis, aquarela e giz pastel seco, para desenvolver temas figurativos e surreais.

Simone Campos – Seu trabalho se constitui em um universo gestual, figurativo, e se apresenta em vários tipos de papeis, lápis aquarela, canetas coloridas e materiais reutilizáveis como peles sintéticas de instrumentos de percussão e fundos de caixas de papelão.

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Márcia Eliezer – Em sua obra, a técnica ancestral da marmorização fiorentina assume um viés contemporâneo quando aplicada sobre a seda, outros tipos de tecidos ou superfícies, formando seqüências de desenhos abstratos e gestuais, para criar um universo que varia do monocromático ao multicolorido.

Chimenti D. – Da somatória de sua  bagagem cultural e artística européia, e das novas influências sul-americanas do artista, nasce uma pintura contemporânea pessoal, de cores acesas, e uma linguagem que vai do telúrico ao onírico.  A pintura de Daniele Chimenti exalta o amor extremo pela mãe natureza.

Ale Straub – Artista plástico, produtor musical e fotógrafo. Desenvolveu o trabalho “Música Sobre Tela”, que juntamente com parceiros, em apresentações ao vivo, apresentava um mix de música e pintura. Atualmente desenvolve pintura sobre telas de temas ligados aos ritmos musicais.

*Murilo Netto

A cura para as artes visuais na Exponatório Geral

a1Da capa em preto e branco de um cortiço do Centro Histórico até a última página com a pose colorida da modelo Juliana Caldas, de 1,22 metro, já se passaram mais de uma dezena de edições mensais, obras de 360 artistas, 936 páginas e 50 mil visualizações da revista online Sanatório Geral (acesse). Trata-se de um projeto virtual idealizado há um ano e agora disponível na Exponatório Geral, mostra de fotografias que segue até o dia 30 na Oficina Cultural Pagu (Rua Espírito Santo, 17/Santos).

Em fevereiro de 2013, a publicação online e gratuita de artes visuais era uma vontade do estudante de designer gráfico, Betinho Neto. “Queria realizar uma iniciativa que envolvesse os meus estudos, a arte e também se tornasse um projeto colaborativo, livre”. Na época, convidou amigos para escreverem crônicas sobre o ‘lado B’ de Santos e lançou nas redes sociais uma campanha para enviar imagens sobre o tema urbano. Para o próprio idealizador, “um susto”, já que em poucos dias, recebeu trabalhos de 26 fotógrafos – um deles é do Amazonas.

A revista diagramada em cinco dias com pouco mais de 60 páginas foi lançada durante a Vitrolada no Torto MPBar. E quando as páginas digitais eram passadas no telão do ambiente, encantando os frequentadores, a equipe percebeu que o projeto ganhou vida. E crescia uma legião de loucos para acompanhar o site com as novidades da Sanatório Geral.

Aliás, Betinho explica como surgiu o nome: “Pensei em vários nomes e palavras. E uma palavra foi levando à outra. A arte enquanto loucura, o louco então no hospício, o hospício como um Sanatório. E Geral, por causa da quantidade de colaboradores logo na estreia”.

Repercussão

a2Com a repercussão, a insanidade de uma publicação online ganhou contornos mais reais. “Nos meses seguintes, busquei referências e inspirações em revistas impressas de artes para criação das editorias”, ele comenta. A partir daí, além dos textos e crônicas de convidados, ela quase dobra o número de páginas com a Cadeira Elétrica (entrevistas com artistas), Lobotomia (reportagens), entre outras seções e matérias.

Em cada publicação, um novo tema, como o fim, a brincadeira, o teatro, o cinema, a diversidade e o sexy. “Podemos escolher qualquer tema. Até porque a arte não pode ser censurada, desde que haja a estética. Aristóteles já dizia que só é feio aquilo que não cumpre o seu papel”, comenta Betinho. “Queremos instigar, transformar os nossos leitores”.

E a imensidão de pessoas que compartilha dessa mesma vontade provocativa vive a aumentar, com a participação de personalidades. Pela Sanatório Geral, há textos e entrevistas de artistas como Eva Wilma,Beth Goulart e Xico Sá, a cineasta Laís Bodansky, a sexóloga Laura Muller, entre outros.

Betinho complementa: “A nossa equipe diz que a revista nos salvou. Fazemos o melhor por ela, doamos nossa criatividade e sentimento. Esse é um trabalho intenso, guerreiro. Como uma resistência pelas artes visuais, ainda mais numa Cidade que perdeu uma das melhores bienais do ramo”. Ou seja, a arte como um próprio remédio para tantas pessoas.

*Adaptado de texto publicado originalmente no jornal A Tribuna em 2/fev/14
P.S.: Fotos do acervo pessoal do Betinho Neto

A estética da arte e loucura no ‘Projeto Bispo’

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São quase nove da noite quando um ator sussurra para o público “Qual a diferença entre vocês e eles?”, apontando com a lanterna a um bando de nus surtando na Casa da Frontaria Azulejada. E é lá, após duas horas com tantos personagens alienados e anônimos da peça ‘Projeto Bispo’, que se percebe que eles são tão humanos quanto eu, você e o artista plástico Arthur Bispo do Rosário.

As situações encenadas por cada um dos dez artistas de O Coletivo retratam partes da genialidade e loucura do falecido Arthur. Genial, pois ele concebeu mais de 900 objetos de arte contemporânea. Louco, porque o acervo foi criado com retalhos e peças descartáveis que achava no antigo Hospital Nacional dos Alienados, no Rio, onde viveu por 50 anos.

O ex-marinheiro e ex-pugilista sergipano perambulava pelas ruas antes de ser internado. É o mesmo caso da personagem conterrânea no teatro, interpretada por Malvina Costa. Hoje e na próxima segunda-feira, na Praça Mauá, às 20 horas, lá estará ela com um alto-falante chamando a todos para o início da sessão.

Dramas de quem vive na rua

Na primeira parte da obra, o público anda lado a lado com ela e outros moradores em situação de rua que surgem em cena. Palavrões e insultos são constantes e improvisados entre eles, mas justamente essa marginalidade faz os papéis serem críveis, humanos.

Destaque para o encontro dos personagens de Rony Magno e Junior Brassalotti na escadaria da Prefeitura. Enquanto o primeiro veste um similar do Manto da Apresentação (principal peça bordada por Bispo) se nomeando Filho do Pai, o outro faz o papel de um Deus irônico, criticando as exclusões sociais geradas por cor, classe econômica e orientação sexual.

Por vezes, algumas situações até geram risos na plateia. Como quando Wendell Medeiros protagoniza o caso de um indigente que dorme na marquise de uma agência bancária, responsabilizando-a pelo seu fracasso financeiro. E não é que essa cena surgiu quando uma mulher em situação de rua contou esse fato para o elenco?

Aliás, os momentos mais fortes estão nos dramas femininos. Seja com a cena de estupro de Juliana Sucila e Rafael de Souza, ou a revolta de uma prostituta, rejeitada pelos clientes por ser travesti, interpretada por Renata Carvalho.

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Cresce a insanidade

No entanto, a insanidade dos personagens cresce dentro do hospital psiquiátrico ambientado na Casa da Frontaria Azulejada. Lá, as falas realmente perdem força para as ações representadas pelo elenco.

A iluminação apenas por lanternas e a trilha sonora de rock até músicas românticas colaboram nas esquetes, apresentando as técnicas de internação, medicação e choques elétricos nos pacientes, tão comum em antigos hospícios do Brasil.

Todos os espaços da casa se tornam em cenário para a loucura, que também corresponde as vontades de Bispo. Por exemplo, quando os personagens de Cícero Santos e Lucas Oliveira brigam sobre cores e Vanúzia Moreira sonha ter uma faixa e uma coroa. É que a cor predileta de Arthur era o azul, e seu maior desejo era casar com Ieda Maria Vargas, a Miss Universo de 1963.

Enfim, sob a direção de Kadu Veríssimo, é nítido o entrosamento de O Coletivo em mostrar o universo marginalizado de um artista plástico ainda não tão conhecido pelo grande público. O que torna o ‘Projeto Bispo’ em um teatro de forte estética e crítica social, e, nós, espectadores, mais humanos.

*Texto publicado originalmente no jornal A Tribuna em 3/dez/13
Fotos de Patrícia Garoni e Rodrigo MMorales

Santos e Região, 12 de agosto

VITROLADA
23h | Torto MPBar – Av. Siqueira Campos, 800/Santos | Até 23h R$ 6, depois R$ 12
a1Sempre dentro do eixo e seguindo a tradição de convidar pessoas que não são DJ’s para uma discotecagem acidental, Wagner Parra e Fábio Pereira Ribeiro recebem desta vez uma das melhores cantoras da cidade. A sambista, forrozeira, Jazzista , militante da MPB e linda Monique da Rocha. A mistura de swings dos velhos e novos, brasucas e gringos devidamente temperados com a latinidade frequente da festa, vai ficar mais muito mais interessante com a seleção da Monique.