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Maria Gadú em Santos; 23 cidades recebem Virada Cultural em 2016

“Nós teremos, na 10ª da Virada Cultural Paulista, uma grande novidade: serão três finais de semana de shows que acontecerão em todo o Estado, em 23 municípios das mais variadas regiões. A Virada promove a cultura, a educação, o entretenimento, a transformação. É a cultura indo ao encontro da população em todo o Estado”, afirmou o governador Geraldo Alckmin.

Entre as atrações inéditas na Virada Cultural Paulista, este ano se apresentam Os Mutantes, banda que vem influenciando gerações de músicos desde 1966 e que apresenta vários de seus clássicos em nova roupagem, além de músicas mais recentes; Alceu Valença, com show repleto de cultura nordestina em um caldeirão musical sofisticado e contemporâneo; o incansável Erasmo Carlos, com 50 sólidos anos de estrada e ainda em plena atividade; e a banda NX Zero, que apresenta músicas de seu álbum “Norte”, lançado no ano passado, bem como grandes sucessos de toda sua carreira.

Pensando na variedade de estilos, público e gerações, estão escalados para a edição deste ano artistas dos mais diversos: Almir Sater, Marcelo D2, Tiê, Emicida, Arnaldo Antunes, Trio Virgulino, Wanderléa, Silva, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz, Zeca Baleiro, Velha Guarda da Mangueira, Tribo de Jah, Mart’nália e Karina Buhr, entre vários outros. O formato inédito, com a distribuição da Virada Cultural Paulista em três finais de semana, possibilita que o público de cada região do Estado tenha acesso a ainda mais atrações, podendo participar do evento em cidades diferentes a cada fim de semana, com pouco deslocamento.

E para dar ao público da capital paulista a oportunidade de ter um gostinho do que é o evento, será realizado no dia 3 de maio, terça-feira, no Teatro Sérgio Cardoso, o Esquenta Virada Cultural Paulista 2016, com show de Maria Gadú. A entrada, como em toda a Virada, é gratuita. A Virada Cultural Paulista 2016 conta ainda com apoio do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Pensarte, Museu do Café e Cavalera.

Histórico

Criada em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, a Virada Cultural Paulista tornou-se o mais relevante evento cultural do interior e litoral paulistas, com a proposta de promover um grande festival gratuito e simultâneo em cidades de médio e grande porte. Desde o princípio, a Virada tem buscado proporcionar ao público o acesso às melhores produções artísticas do País, nas mais variadas linguagens: música, dança, circo, artes cênicas, arte para crianças, dentre outras.

O programa ocorre em parceria com as Prefeituras: enquanto o Estado se encarrega da programação artística principal, os municípios ficam responsáveis por toda a infraestrutura do evento, como montagem de palcos externos e disponibilização de teatros municipais. As cidades também contribuem com programação local, dando espaço a artistas das próprias regiões. No ano passado, realizada em 24 cidades, a Virada teve público de 1,1 milhão de pessoas.

Virada Cultural Paulista 2016

14 e 15 de maio
Araraquara – Zeca Baleiro e Projota
Botucatu – Maria Gadú e Os Mutantes
Registro – Mart’nália e Tribo de Jah
Santa Bárbara d’Oeste – Marcelo Jeneci & Tulipa Ruiz e Nação Zumbi
São João da Boa Vista – Os Mutantes e Emicida
Sorocaba – Nação Zumbi e Mart’nália
Taubaté – Cidade Negra e Toquinho

21 e 22 de maio
Araçatuba – Maria Gadú e Alceu Valença
Ilha Solteira – CPM 22 e Zélia Duncan
Limeira – Alceu Valença e Teatro Mágico
Marília – Biquini Cavadão e Velha Guarda da Mangueira
Piracicaba – Erasmo Carlos e NX Zero
Presidente Prudente – Gabriel o Pensador e Maria Gadú
Votuporanga – Teatro Mágico e Raimundos

28 e 29 de maio
Assis – Ed Motta e Tihuana
Bauru – Projota e Marcelo Jeneci
Campinas – Maria Gadú e Marcelo D2
Caraguatatuba – Otto e Dona Zaíra
Franca – Nação Zumbi e Arnaldo Antunes
Indaiatuba – Arnaldo Antunes e Emicida
Mogi das Cruzes – Banda Malta e Almir Sater
Ribeirão Preto – Marcelo Jeneci e Raimundos
Santos – Alceu Valença e Maria Gadú

Realização: Governo do Estado de São Paulo
Correalização: Prefeituras das cidades participantes
Execução: APAA
Parcerias: SESC-SP
Apoio: MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Instituto Pensarte, Museu do Café e Cavalera.

Entrada gratuita

Esquenta Virada Cultural Paulista 2016 com Maria Gadú
03 de maio, terça-feira, às 20h
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153, Bixiga – São Paulo
Sala Sérgio Cardoso
Capacidade: 835 lugares
Entrada gratuita (sujeito a lotação)

*Secretaria de Estado da Cultura

 

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Opinião: 0,4% do Orçamento – 10% = Cultura em SP

02Em Paris, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, já se lamentava entre os pares políticos. “Se você tira 30% do peso de uma pessoa normal, ela vai ter dificuldade, mas pode ir compensando. Mas, de uma pessoa esquálida, se você tira 30%, é possível até que inviabilize a sua vida”, comparou à Folha de São Paulo no último dia 20.

É que a crise econômica que abala o Brasil ressoará provavelmente no corte de um terço dos cofres do MinC este ano. A situação é independente de partidos. No Governo de São Paulo, a pasta da Cultura equivale a 0,4% do orçamento geral – R$ 0,9 bilhão do R$ 204,6 bi do Estado. Mesmo assim, ajusta-se a perder 10%.

03O resultado é que a articulação de políticas para o setor ainda será menor este ano. Tratando de espaços que zelam pelos patrimônios e é o chamariz da atual gestão de Marcelo Araújo, os museus já registram demissões. Com perda de 15% da verba, a Pinacoteca do Estado demitirá 29 funcionários. Sem 10%, o Museu Afro Brasil desligará outros 25 trabalhadores.

04Já o Museu da Imagem e do Som perdeu 13 colaboradores e reduzirá uma hora diária do seu expediente. Também na Capital, o Paço das Artes cortou cinco nomes das folhas de pagamento e fechará em vez de um, por dois dias da semana.

O que também desanda é o carro-chefe na capacitação de artistas, as Oficinas Culturais da Associação Poiesis. Das 21 unidades, seis fecham as portas em abril: em Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, São João da Boa Vista e a última na Capital.

Há coordenadores da Poiesis que relataram ao Estadão o fechamento de outras três unidades, mas não foi confirmado. Embora a instituição e a Secretaria do Estado da Cultura garantam manter atividades itinerantes nestes municípios, difícil crer que a programação se manterá intensa no interior paulista.

05Outro profundo corte na garganta dos produtores e artistas é a redução da verba do Programa de Ação Cultural – ProAC, principal meio de financiamento do governo às artes. Para o ProAC ICMS (modelo de renúncia fiscal), serão destinados R$ 121,7 milhões – em 2014 foram R$ 135,2 mi. O valor será liberado para captação no dia 30 de março. Já os recursos para editais serão mantidos em R$ 40 milhões. Ao todo, menos 10%.

Sim, é compreensivo os rumos econômicos que afundam o barco financeiro no Brasil. Mas não é compreensivo que os governos tornem mais esquálidas as políticas culturais. Por isso, que movimentos culturais do Estado vão protestar contra esse retrocesso nesta quarta-feira, às 13h30, na Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16, Campos Elíseos, São Paulo).

*Lincoln Spada