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17º Rap Day é realizado dia 19 em Cubatão

Por Prefeitura de Cubatão

Acontece no dia 19 de novembro, o 17º Rap Day. Nesta edição, o evento conta com atividades e prestação de serviços para todos. Ocorre das 8h às 18h, na UME Dr. Luiz Pieruzzi Neto (Av. Martins Fontes, 1241, na Vila Nova/Cubatão). A entrada é gratuita. A produção é de Dany Buru Eventos com apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

O Rap Day é um projeto sociocultural que acontece anualmente, criado para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, com prestações de serviços, doações e incentivo ao estudo, ingresso no mercado de trabalho e divulgação de novos artistas.

A edição 2017 conta com apresentações de break dance, dança de rua, atividades infantis como pintura de rosto, playground e aula de skate. Há, ainda, espaço para grafite, capoeira, basquete de rua, apresentação de artes marciais, handebol, skate, futebol, shows, exposições, atendimento comunitário com consultoria da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Cubatão e os alunos da Escola Politécnica Cien vão aferir a pressão das pessoas.

O evento também conta com um amistoso de futsal entre o Clube Real Cubatense e os Amigos Eternos, que são formados por ex-jogadores do Santos Futebol Clube. Além disso, também haverá uma feijoada beneficente cuja verba arrecadada será destinada a uma organização não governamental.

Outras informações podem ser obtidas na página oficial @rapdaybrasil, ou no número (13) 98807-5411.

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Confira a programação da 1ª Semana da Cultura Caiçara de São Vicente

Por Márcio Barreto

A 1ª Semana da Cultura Caiçara de São Vicente, amparada pela Lei Municipal n° 3312/2015, e pela Lei Estadual n° 16.290/2016, promove programação em torno da cultura caiçara. Desde suas origens e tradições às experimentações da arte contemporânea, artistas e pesquisadores da região expõem seus trabalhos através da música, literatura, cinema, dança, contação de histórias e teatro.

Em sua primeira edição, a Semana homenageará o músico, compositor e escritor vicentino José Miguel Wisnik e as famílias caiçaras representadas por Antonio Lancha e Dona Nenê (Maria Aparecida Nobre), presidente da Colônia de Pescadores Z-4 e bisneta de Firmino Gonçalves do Santos – mais antigo pescador registrado de São Vicente (1912).

José Miguel Soares Wisnik nasceu em 27 de outubro de 1948. Estudou piano clássico e estreou aos 17 anos como solista na Orquestra Municipal de São Paulo. Ingressou no curso de Letras na USP, onde, depois, concluiu o doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada. Como músico e compositor tem quatro discos gravados e parcerias que vão desde Caetano Veloso e Arthur Nestrowsk, à Elza Soares e Tom Zé.

Compôs para cinema (‘Terra Estrangeira’), teatro (Teatro Oficina) e dança (Grupo Corpo). Escreveu diversos ensaios sobre música e literatura, cuja obra máxima é Veneno Remédio. Ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 1978. Apresenta-se no Brasil e no exterior regularmente, onde sempre fala de sua cidade natal: São Vicente.

A 1ª Semana da Cultura Caiçara de São Vicente é uma realização do Coletivo Caiçara, Imaginário Coletivo de Arte, Prefeitura de São Vicente, Secult, IHGSV, Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios e Conselho Municipal de Políticas Culturais. Curadoria de Márcio Barreto. Produção e organização de Márcio Barreto, Gigi Fernandes e Rogerio Baraquet.

Confira a programação:
>> 14/mai | 17h | Instituto Histórico e Geográfico de SV (R. Frei Gaspar, 280) | Abertura oficial com homenagem a José Miguel Wisnik e às familias de pescadores tradicionais;
>> 14/mai | 17h30 | IHGSV | Abertura da exposição fotográfica ‘Café com Peixe’, de Christina Amorim, visitação até dia 20;
>> 14/mai | 18h | IHGSV | Lançamento do livro ‘Mar Selvagem – Vicente de Carvalho Revisitado’;
>> 14/mai | 19h | IHGSV | Sarau Caiçara, com Flávio Viegas Amoreira, Marcelo Ignacio, Marcelo Ariel, Maria José Goldschimidt, Madô Matins, a intérprete-criadora Célia Faustino, os fotógrafos Anak Albuquerque, Gilberto Grecco, os músicos Laert Sarrumor, Anderson Vilaverde, Rogerio Baraquet, Danilo Nunes, as atrizes Gigi Fernandes e Claudynha Torres, os artistas visuais Gil de Brito, Anna Fecker e a participação especial dos escritores Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios.
>> 17/mai | 9h e 10h | E.E. Esmeraldo Tarquínio | Ciranda ‘Caiçara’, com músicas de Rogério Baraquet, contação de histórias com Gigi Fernandes e oficinas de cultura caiçara;
>> 17/mai | 14h | E.M.E.F. Francisco Martins | Ciranda ‘Caiçara’, com músicas de Rogério Baraquet, contação de histórias com Gigi Fernandes e oficinas de cultura caiçara.
>> 19/mai | 14h | IHGSV | Feira de Artesanato;
>> 19/mai | 19h | IHGSV | CineCaiçarama, com exibição de ‘Expedição Caiçara – Praia de Castelhanos/SP’, de Danilo Tavares, e ‘Mar Selvagem’, de Márcio Barreto;
>> 19/mai | 21h | IHGSV | Cozinha Caiçara, com organização da Confraria Guaiaó e chef Fabio Perassoli, a adesão no valor de R$ 50;
>> 20/mai | 10h às 14h | Praça Principal do Samaritá | ‘Subprefeitura em Ação – Ocupação Caiçara’, ação social com prestações de serviços e apresentações artísticas;
>> 20/mai | 10h | Praça Tom Jobim | Visita à Aldeia Guarani Mbyá;
>> 20/mai | 16h | Da Ilha Porchat à Praia do Gonzaguinha | Remada Caiçara;
>> 20/mai | 16h | Praia do Gonzaguinha | Batalha da Conselheiro, com apresentação de JR e Ofstreet;
>> 20/mai | 17h | Praia do Gonzaguinha | Art Radical Hip Hop Caiçara, com Carlos Tatu;
>> 20/mai | 18h | Praia do Gonzaguinha | Show de Brunão Mente Sagaz;
>> 20/mai | 19h | Praia do Gonzaguinha | Show ‘Pindorama’, com Percutindo Mundos, Danilo Nunes, Anderson Vilaverde, Célia Demézio e convidados.

 

Confira a programação completa do Dia Municipal do Hip Hop em Santos

Por André Azenha

Celebrado em Santos desde 2008, o Dia Municipal do Hip Hop tornou-se um evento referência no segmento, atraindo centenas de artistas do ramo de Santos e outras cidades. Para 2017, o projeto “Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop” – criado pelo produtor cultural Orlando Rodrigues e o DJ Mamuth – preparou uma extensa programação visando fortalecer essa cultura na região, formar público, instigar o pensamento crítico, valorizar artistas locais, promover intercâmbio cultural e democratizar o acesso da população à cultura. As atividades abordarão os quatro elementos do movimento: dança, rimas, discotecagem e grafite.

De 11 a 16 de maio, o município receberá ações em diversos no Centro de Cultura Patrícia Galvão, Praça Mauá, Centro Esportivo e Cultural “Dale Coutinho” e Cine Roxy 4. Toda a programação é gratuita. Locais fechados estão sujeitos à lotação. “Existem grandes demandas de produções da Cultura Hip Hop em Santos e o Dia Municipal do Hip Hop é muito esperado pelos agentes culturais para mostrarem seus trabalhos como produtores, artistas e arte educadores. Precisamos dialogar este ano para ampliar a participação do movimento de Santos nas próximas edições”, ressalta Orlando Rodrigues.

Apresentada ao legislativo santista, em 2008, por dois rappers santistas, Daniel Paixão, conhecido Criminal D. e Leandro Valença, pelo então vereador Marcus de Rosis, o Dia do Hip Hop virou lei municipal. As primeiras ações foram realizadas em 2013 e 2014 de forma voluntaria pelo Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop. Devido às solicitações de alguns agentes culturais em 2015, 2016 e 2017 o projeto conquistou para o Dia Municipal do Hip Hop uma verba parlamentar concedida pelo vereador Ademir Pestana, executada pela Secretaria Municipal de Cultura com a produção ações que utilizem os quatro elementos da cultura hip hop: dança, rimas, discotecagem e grafite.

PROGRAMAÇÃO:

>> ‘Produção da Cidade Hip Hop’
11 a 16 de maio, a partir das 12h. Praça Mauá, no Centro Histórico

>> ‘Rodas de conversas no Museu da Imagem e do Som para agentes da Cultura Hip Hop’
11 e 12 de maio, das 19h às 22h. Museu da Imagem e do Som (Miss – Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).

>> ‘Projeto Rap de Garagem’
13 de maio das 12h às 18h. Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias).

>> Bate Papo ‘Hip Hop por Elas’
13 de maio, das 15h às 17h. Museu da Imagem e do Som (Miss).

>> Celebração 24 anos do LP ‘Força Rap do Litoral Santista’ 
13 de maio, às 20h. Teatro Municipal Braz (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). Shows: Criminal D e Gang de Rua (Daniel) / Contrabando de Atitude (Leandro).

>> Jam ‘Danças Sociais Hip Hop’
14 de maio, das 12h às 18h. Centro Esportivo da Zona Noroeste. Rua Fausto Felício Brusarosco, s/nº, bairro Castelo

>> 1ª Mostra de Vídeo Clipes de Rap Caiçara
16 de maio, às 21h. Sala 1 do Cine Roxy do Shopping Pátio Iporanga. Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga.

Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop

Conscientizar, empoderar e dar autonomia a jovens, principalmente aos que estão em situação de vulnerabilidade social. Esses são os principais objetivos do “Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip-Hop”. E não é por acaso que o nome se assemelha a um cartão de visitas. O projeto criado em 2010 por Orlando Rodrigues, militante do movimento negro, em parceria com DJ Mamuth, tem a proposta de levar as pautas do hip-hop para vários espaços, buscando políticas públicas por meio do diálogo com o Poder Público, conselhos sociais e comunidade fomentando o movimento na Baixada Santista.

Atualmente, o projeto possui perfil itinerante, voluntário e sem fins lucrativos, ocupando os espaços públicos com oficinas e eventos de hip-hop, levando o debate sobre questões raciais e a identidade negra à tona. Nesse anos, o projeto realizou ações em todas as regiões de Santos e promoveu o lançamento do filme “Hip Hop Santista: Suas Origens e Trajetórias Sobre o Tempo”. Maiores informações: https://www.facebook.com/MPMNH2/.

A programação do Dia Municipal do Hip Hop, em 2017, é realizada pelo Projeto Muito Prazer! Meu Nome é Hip Hop e tem apoios institucionais da Prefeitura Municipal de Santos, por meio das Secretaria Municipais de Cultura e Turismo, CulturalMente Santista, Museu da Imagem e do Som, UNIMONTE, Secretaria de Estado de Cultura, por meio da Assessoria de Projetos de Hip Hop e Mandato do Vereador Ademir Pestana, presidente da Comissão Especial de Assuntos Relacionados à Igualdade Racial e Étnica.

 

Dia Municipal do Hip Hop tem ampla programação; confira aqui

Por Secult Santos

Com programação de 11 a 16 de maio, o Dia Municipal do Hip Hop, criado pela lei municipal nº 2573, de 10 de outubro de 2008, traz apresentações musicais e de dança, além de encontros, rodas de conversa e intervenções artísticas em diversos pontos da Cidade. Toda a programação é gratuita.

O Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss), localizado no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias), abriga a ‘Rodas de conversas para agentes da Cultura Hip Hop’ nos dias 11 e 12, das 19h às 22h. Já no dia 13, das 12h às 18h, o ‘Projeto Rap de Garagem’ chega ao piso térreo do espaço cultural. Ainda no dia 13, às 15h, o Miss recebe o bate-papo ‘Hip Hop por Elas’, que discute o papel e protagonismo feminino no movimento.

Na sequência, às 20h, o Teatro Municipal Braz Cubas é palco da celebração dos 24 anos do LP ‘Força Rap do Litoral Santista’, com shows de Criminal D e Gang de Rua (Daniel), e Contrabando de Atitude (Leandro). Outras informações na página http://www.facebook.com/MPMNH2/

‘Produção da Cidade Hip Hop’
Praça Mauá | 11 a 16 de maio, a partir das 12h.

‘Rodas de conversas no Museu da Imagem e do Som para agentes da Cultura Hip Hop’
Museu da Imagem e do Som (Miss) | 11 e 12 de maio, das 19h às 22h

‘Projeto Rap de Garagem’
Centro de Cultura Patrícia Galvão | 13 de maio das 12h às 18h

Bate Papo ‘Hip Hop por Elas’
Museu da Imagem e do Som (Miss) | 13 de maio, das 15h às 17h

Celebração 24 anos do LP ‘Força Rap do Litoral Santista’
Teatro Municipal Braz Cubas | 13 de maio, às 20h
Shows: Criminal D e Gang de Rua (Daniel) / Contrabando de Atitude (Leandro).

Jam ‘Danças Sociais Hip Hop’
Centro Esportivo da Zona Noroeste | 14 de maio, das 12h às 18h

1ª Mostra de Vídeo Clipes de Rap Caiçara
Sala 1 do Cine Roxy do Shopping Pátio Iporanga | 16 de maio, às 21h.

 

Mostra de Cinema itinerante de Hip Hop desembarca no Miss

Por Secult Santos

Com intuito de destacar a produção cinematográfica e em vídeo que envolva os quatro elementos da cultura urbana (grafite, DJ, break dance e o MC), a 2ª Mostra Hip Hop SP de Cinema traz ao Museu da Imagem e do Som de Santos (Miss) clipes, documentários e vídeos experimentais.

Organizada pela Casa de Cultura Hip Hop de Perus, a mostra já passou por municípios como Bauru e São José dos Campos, além da Capital paulista, e ganha sessão em Santos nesta sexta-feira (7), das 17h às 22h. O Miss fica no piso térreo do Centro de Cultura Patrícia Galvão (Av. Senador Pinheiro Machado, 48, Vila Mathias). A entrada é gratuita.

 

Cadeia Velha: A véspera da palavra recuada como centro de artes integradas

Por Lincoln Spada

“Adoraria que ficasse como centro cultural, mas não é objetivamente mais possível”, sentenciou José Roberto Sadek, explicitando as fotos dos últimos festivais na Cadeia Velha. Com as imagens na mão, o titular da Secretaria de Estado da Cultura (SEC) estava diante de um público inesperado no último dia 10, na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista, a Agem.

Às 10 horas da manhã seguinte, a mesma SEC começou o mesmo anúncio como ‘boa notícia’ nas redes sociais, simultaneamente a uma coletiva de imprensa às pressas. O pequeno intervalo garante que a primeira reunião era tão somente um comunicado extraoficial. Tudo resolvido antes, independente da plateia, surpreendentemente de membros de festivais, audiovisual, literatura, teatro, circo, hip hop e fotografia. Não à toa, dos dez artistas e ativistas presentes, apenas três deram a opinião.

A maior parte das três horas do encontro foi protagonizada por gestores políticos. Sadek alegou que a SEC não tem função de manter prédios além de museus, que a pasta e as prefeituras enfrentam uma grande crise financeira, e que preferiu cortar as equipes e unidades regionais da OS Poiesis para repassar a órgãos das capitais (Assessoria Técnica dos Municípios e a própria Poiesis) as parcerias diretas com parte interessada dos demais 644 municípios para envio de oficinas artísticas.

Em seguida, citou que a Agem sairia do aluguel da Vila Mathias para assumir a casa própria governamental: a Cadeia Velha. Além disso, transferiria o único programa estadual de cultura na Zona Noroeste que atende 300 crianças, para usar o horário comercial do patrimônio cultural, otimizando recursos estaduais. Eis o rumo do polo municipal do Projeto Guri. “Ninguém nega que crianças são uma prioridade”, só que seguiu inflexível na cessão de qualquer uma das oito celas para os coletivos artísticos locais. “Não sei se é compatível o [uso do espaço do] Projeto Guri com os artistas [da Baixada Santista]”.

Casa própria de quem?

Rasgando as palavras da SEC destes últimos anos, Sadek não somente desfez os compromissos firmados do Governo Estadual diante da imprensa e das audiências públicas, como negou haver possibilidade dos artistas locais de tão somente ensaiarem ou se apresentarem nos sábados e às noites durante a semana. O mesmo tom irredutível foi adotado pelo subsecretário estadual de Assuntos Metropolitanos, Edmur Mesquita (PSDB). Ambos usaram como metáfora que a Agem e as crianças como vizinhas de um condomínio, e ambos não demonstraram publicamente haver espaço para os primeiros moradores da Cadeia Velha: a comunidade artística.

Alguns ali viram como golpe. Outros, estelionato eleitoral. Já Edmur citou duas vezes o fato como “uma oportunidade de metropolizar a cultura”, embora repetisse mais um par de vezes que “não é competência da Agem gerir um centro cultural”. Justamente alterando o uso do patrimônio que recebeu milhares de visitantes a partir de terem reconhecido como centro regional de artes integradas, conforme promessas do Governo Estadual.

Ali, só em 2016, teve o teatro de mamulengos itanhaense e o circo cubatense, a banda vicentina e o hip hop santista, do Fescete ao Curta Santos, da Sansex ao FESTA, do Mirada ao Festival Valongo. Para ele, a nova fase permitiria definir através da cultura um ponto de vista metropolitano, mas esqueceu que a própria agência e os gestores municipais não têm histórico de diagnósticos do setor. Cancelado o fórum regional de cultura no ano passado, o único evento de debates assessorado pela agência foi em 2009.

Ora desconexos, ora divergentes

Naquela noite, Edmur citou que nesse futuro iminente, seria possível fazer o tão sonhado projeto de circulação de apresentações de grupos locais, o Colar Cultural, discutido há oito anos. Mas não explicou esta utopia, pois o fundo metropolitano não prevê pagamentos de cachês artísticos, vide a Revirada Cultural da agência regional de Campinas. Daí informou que haveria uma sala eventual para exposições e apresentações a ser agendada por um assessor que dialogaria com os artistas locais, porém, exemplificou que as atrações seriam orquestras. Em geral, ligadas às prefeituras.

Entre tantas controvérsias, abordou ser contrário da criação de um já anunciado conselho gestor com a sociedade civil, em especial os artistas que frequentam a Cadeia Velha, pois não via experiências exitosas neste sentido. Então, propôs que a discussão fosse complementada noutro conselho, a câmara temática dos secretários municipais do setor na região – muitos nem conviveram com os 35 anos do prédio como centro de artes integradas.

Por sua vez, o secretário da Cultura de Santos, Fábio Nunes (PSB) propôs de que, dado o convênio das oficinas culturais entre SEC e Secult, ele buscaria aplicar esse valor em ações formativas na Cadeia Velha. Sugeriu de que cada prefeitura empregasse um funcionário para colaborar no espaço como centro de artistas integradas. Até se dispôs a tentar enviar membros da secretaria para ajudar a Agem fora do horário comercial, para os ensaios e apresentações dos coletivos locais. “Assume o prédio. Assume o prédio, cara. Por que não assume o prédio?”, foi a resposta do Sadek. Em dezembro, a Prefeitura recusou a consulta de assumir mais um patrimônio.

Culpa é da crise!

É que se o Governo de SP atravessa uma crise financeira, a Prefeitura de Santos com menor potencial de investimento, já teve redução de verba cultural este ano, de equipe técnica e ainda tem o desafio de abrir outros quatro novos centros artísticos previstos até dezembro. E o custo previsto da Cadeia Velha enquanto extinta Oficina Cultural Pagu era de R$ 1,4 milhão anual. Mesmo se isentassem luz, água ou telefone, a Prefeitura sacrificaria as economias para manter aberto o edifício estadual.

A reunião encerrou com uma rara concordância entre o Fabião e o secretário de Educação e Cultura de Cubatão, Raul Christiano (PSDB), repercutindo as demandas dos artistas presentes. Pelo menos, de que duas celas que foram reformadas e adequadas com tablado para artes cênicas e dança fossem utilizadas pelos artistas locais. Entenderam que a Agem assume o piso superior, e que uma cela seria memorial sobre o patrimônio e a Pagu, ícone dos movimentos artísticos de Santos. Além da indefinição inicial sobre a cafeteria planejada.

Mas ignorar os espaços já adaptados para atender os ensaios e produções dos coletivos regionais? O mais discreto dos gestores, o diretor da Agem, Hélio Hamilton, disse “que há legitimidade na demanda dos artistas que frequentam o prédio”. Enquanto a imprensa focava no Sadek, no Edmur e no Fabião na manhã deste dia 11, Hélio procurou a coordenação polo do Projeto Guri, buscando garantir espaços para os primeiros condôminos seguirem com o fazer cultural na Cadeia Velha.

Marcello Gugu palestra sobre o hip hop na Cadeia Velha de Santos

Por OC Pagu

Nesta sexta-feira, Marcello Gugu realiza a palestra Infinity Class ‘Redefinindo a história sob a ótica do hip hop’. A atividade grautita acontece no dia 18, às 20h, na Cadeia Velha de Santos. Esta atividade da Oficina Cultural Pagu tem a parceria do projeto Muito Prazer! Meu nome é Hip Hop. A entrada é franca e aberta para 50 primeiros inscritos.

A palestra aborda a cultura oral, as raízes folclóricas nacionais e traz exercícios práticos de construções textuais, sejam elas, relatos , poesias ou música, explorando a capacidade de composição do participante. O nome, Infinity Class, é uma homenagem as aulas que eram ministradas dentro Zulu Nation para a comunidade negra americana.

Gugu conquistou destaque nas batalhas de ruas com sua rimas, vencendo em 2007 a principal delas que a Batalha do Santa Cruz em São Paulo. O músico que também é publicitário com o disco “Até quem enfim Gugu” lançado em 2013, foi eleito um dos melhores no cenário do rap nacional.