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Secult de Cubatão articula seminário de gestão cultural em agosto

Por Lincoln Spada

Uma parceria inédita foi concretizada pela Prefeitura de Cubatão, através da Secretaria da Cultura, com o Poiesis – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura. Depois de percorrer várias regiões paulistas desde 2013, o Seminário Olhares da Gestão Cultural será realizado na Câmara Municipal de Cubatão no próximo 31 de agosto, das 8 às 18 horas.

Nesta edição o seminário abordará a elaboração de projetos culturais, comunicação e captação de recursos. O evento contará com palestras de Daniele Torres e Nara Almeida. A primeira mediadora é museóloga, com pós em História da Arte, Gestão da Cultura e Comunicação Empresarial. Sócia da Companhia da Cultura e do Cultura e Mercado, também é diretora do Instituto AES. Nos últimos cinco anos foi a gestora responsável pela captação de recursos do Instituto Brasileiro de Gestão Cultural e do Instituto Brasil Leitor.

Já Nara Almeida é jornalista, mestranda em Comunicação (USP) e gerente de Planejamento Estratégico e Relações Institucionais da Aberje. Também fez especializações pela Syracuse University e pela CBL e extensões pela PUC-SP e pela Cátedra Unesco Memorial. Foi editora da revista Comunicação Empresarial e dos livros Cadernos de Comunicação Estratégica e Prêmio Aberje. Hoje ela coordena o Comitê de Gestão Cultural e criou os Seminários Aberje de Gestão Cultural. É fundadora do Lab de Narrativas de Gêneros e membro do Grupo de Estudos de Novas Narrativas e da iniciativa Mulheres do Brasil.

Toda a programação (gratuita) e o período de inscrições serão divulgados na próxima quinzena. O Seminário Olhares da Gestão Cultural integra o programa Oficinas Culturais do Estado de São Paulo, ação do Governo Estadual gerida pelo instituto Poiesis. Nestes quatro anos, o evento já percorreu as cidades de Limeira, Lins, Marília, Mogi das Cruzes, São Carlos, São José do Rio Preto, Sorocaba, São José dos Campos, Votuporanga, Registro e Itapetininga.

Aimar Labaki: ‘Teatro é comunicação de dois inconscientes, público e palco’

Aimar Labaki é dramaturgo, diretor e tradutor de teatro e roteirista de TV e cinema. Atua também como crítico, curador, consultor e ensaísta na área de artes cênicas. É autor dos livros “José Celso Martinez Corrêa” e “Stanislavski: Vida, Obra e Sistema” (este em coautoria com Elena Vássina). Foi jurado do Prêmio Shell por 17 anos e assessor de teatro da Secretaria de Estado da Cultura entre 1989 e 1990.

No seminário “Olhares da Gestão Cultural”, realizado pelas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo em junho em Limeira, Aimar abordou sobre os desafios de formação de público para o teatro. Ele fala sobre o diferencial das artes cênicas: “Há uma coisa específica no ao vivo que se perde no que é gravado. É a experiência, o contato ao vivo com as pessoas, mas atualmente estamos sendo formados por uma comunicação mediada o tempo inteiro por uma máquina, pela tecnologia, como os celulares”.

Ele complementa: “E nesse caso, hoje o teatro é a mais cruel das artes, porque há dias em que ele acontece, ou não no palco, porque ele é a comunicação de dois inconscientes (público e palco). Isso é uma sinuca de bico. O teatro vem do casamento do ao vivo, da linguagem do palco que precisa se incorporar na linguagem deste novo público”. A seguir, o depoimento de Aimar Labaki durante o seminário.

Relato de Aimar Labaki

O público de teatro como conhecíamos morreu nos anos 80, desse público criado do início dos anos 40 e que seguiu até os anos 70 por paixão. Até que esse público percebeu que, nos anos 80, que o teatro que se fazia já era para outro público, não para eles. (…)

Hoje há uma relação de consumo, do que cai ou não no gosto da mídia. (…) Se antigamente, você sabia o que era um teatro comercial, um teatro experimental, um teatro de escola, hoje está tudo misturado. (…)

Utilizando-se de uma definição de arte que vale só até o final do século 19, a arte é uma atividade humana que consiste em reorganizar elementos do sensível, numa estrutura que é lúdica. Se reorganiza palavras, faz literatura; se reorganiza ações humanas, faz teatro.

Hoje chamamos de teatro duas tradições que são completamente diferentes – uma é a que vem do teatro como gênero literário, da dramaturgia que vem a ser vivido em público por um ator; outra é o teatro como linguagem que se articula no palco, em que o texto é só um elemento a mais, e que, a partir dos anos 60 com a hibridação com as artes visuais, é como uma audiovisual ao vivo, que é como se fosse uma instalação ao contrário; no palco, ao contrário da instalação das artes plásticas, na qual você está imerso e usufrui no seu próprio tempo e espaço.

Arte x Entretenimento

A arte é necessariamente um processo. Entretenimento é evento. A arte necessariamente precisa de um espectador ativo, o entretenimento por sua vez tem uma outra função, que é de nos fazer esquecer de nós mesmos, com um espectador passivo. Ambos são absolutamente necessários.

A arte pode ter função política, pedagógica ou terapêutica, mas estas não podem estar acima da sua função de jogo, lúdica. (…)

Todo mundo precisa e quer entretenimento, mas nem todo mundo quer a arte, embora todos precisem dela.

Porque a arte faz você se lembrar de você a cada vez que você, como espectador, tem uma relação ativa com ela. (…) Teatro só acontece junto.

Hoje no Brasil, o financiamento público via incentivo só financia o teatro do entretenimento, não o teatro de arte. Isso precisa ser revisto. Não por acaso a gente vive uma efervescência e uma quantidade de produção teatral no Brasil inteiro, mas o ator precisa dar aulas, não sobrevive do palco.

Além de que antigamente, as temporadas eram lotadas de terça-feira a domingo. Hoje em dia, a lógica obriga a fazer todo o trabalho de produção gratuitamente pra depois se apresentar somente nos fins de semana.

Contrapartida é a própria arte

O problema é que pra formar uma plateia, ela deve ter acesso permanente e com periodicidade garantida a coisas de qualidade. E aí chegamos no terceiro problema, quem define qualidade?

Arte uma vez por mês não resolve o problema, por isso o incentivo público deve ser para arte, não com o entretenimento, e fazer com que o artista se sustente pra viver como artista, porque a arte que ele faz tem relevância.

A contrapartida social do artista é produzir o melhor que pode e tornar seu trabalho acessível ao maior número possível de pessoas.

*Lincoln Spada

Maria Alice Gouveia: ‘Criação de plateias deve se tornar um hábito na gestão cultural’

Maria Alice Gouveia possui vasta experiência nas áreas de empreendedorismo cultural e de políticas públicas para a cultura: coordenou o curso de pós-graduação em Administração da Cultura da FGV, trabalhou nas Secretarias Estadual e Municipal de Cultura de São Paulo, foi diretora de Cultura de Bragança Paulista e atuou como assessora para cursos sobre leis de incentivos do Ministério da Cultura.

No seminário “Olhares da Gestão Cultural”, realizado pelas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo em junho em Limeira, Maria Alice abordou sobre a sua trajetória e os desafios para as políticas culturais e para a gestão cultural desenvolvida pelos artistas, produtores e demais profissionais do segmento.

Relato de Maria Alice

Trabalhei durante mais de 15 anos no serviço público e, antes de ir para área da cultura, trabalhei na Fundação Seade em dados estatísticos e metodologias de pesquisa. Enfim, um setor bem árido, mas que também faz com que a gente aprenda muito na teoria sobre a realidade de todo o Estado de São Paulo. Quando fui para a área da cultura, acabei conhecendo o Estado pelo outro lado, na prático, indo aos lugares. Então realmente conheci muito os municípios e as suas situações.

O que quero compartilhar é o processo de gestão, que é o de tomar decisões a partir de objetivos e dos recursos das instituições. Quando lemos, geralmente entendemos que a gestão engloba algumas funções, como a liderança. Existe uma vastíssima literatura sobre este tema e o planejamento estratégico que o gestor precisa ter, além é claro da gestão de pessoas, que significa basicamente em resolução de conflitos. Ou seja, para ser um bom gestor, precisa ter uma certa formação em psicologia, especialização em administração, e assim por diante. Além da própria gestão financeira.

Criação de plateias

Uma das grandes acusações contra os artistas é a questão da lei de incentivo, como se o ator fosse vagabundo porque ganhou dinheiro através da lei. O que acontece é que há uma falta de comunicação. Muitas vezes, o artista ou produtor fica tão preocupado com a produção, que esquece a divulgação. Não que não haja crise de público, nem sempre a falta de público é culpa do produtor cultural. Nas pesquisas, vemos que 70% da população não frequenta cinema e centros culturais, perderam o interesse ou nem tiveram esse hábito.

Criar plateias é algo muito mais cultural do que questão financeira ou acesso ao espaço. Então não vamos imaginar que dando o ingresso ou o vale-cultura ou um ônibus na porta do teatro, que o cara irá aparecer. Creio que é a questão de trabalhar com educação, não uma escolarização da cultura, mas que haja um trabalho de que não se trate de uma obrigação da população em ter cultura, mas um merecimento.

Avaliação de impacto

O gestor cultural é aquele cara que junta num mesmo trabalho a mediação da direção artística e a gestão de negócios. Ao contrário dos anos 70 onde havia o artista-gestor, hoje cada vez mais há a profissionalização do gestor cultural, que nada mais é do que aquele que precisará juntar os artistas e o público. No caso do gestor público, é da mesma forma essa atenção que ele deve ter com a sua administração direta e eventualmente indireta (bibliotecas, fundações, etc).

O que é importante é a questão da avaliação de impacto que teve a gestão. É uma forma de expressar uma visão muito mais completa, subjetiva, interessante, e por isso a importância das pesquisas, do sbaer, do conhecer, através dos olhares dos múltiplos agentes. Um exemplo é que um dos trabalhos de avaliação que fiz, uma ONG oferecia cursos profissionalizantes para jovens e cerca de 20% dos alunos conseguiam empregos. Você pode entender que 20% é um baixo índice, mas quando analisa no setor, aquela situação era muito importante, era um índice muito alto em relação às outras organizações, e, por isso, conseguiu continuar com seu patrocinio junto à uma empresa. Ou seja, é um material que serve de respaldo e embasamento.

Financiamento da cultura

A questão financeira da área da cultura atinge principalmente hoje as artes performáticas, em um mundo em que as tecnologias estão imperando. As novas tecnologias trouxeram uma possibilidade de economia muito grande em uma série de tarefas, e de multiplicar os ganhos com velocidade. Mas uma ópera demora o mesmo tempo hoje de ser produzida em relação à ópera do século 18. Ou seja, as tecnologias não podem ser aplicadas nas artes. Não tem como apressar um concerto ou processo criativo. Se as novas tecnologias aumentaram a produtividade e reduziram os custos, as artes performáticas vão continuar deficitárias financeiramente.

E como tentar contornar esta situação? Aí pode se criar produtos subsidiados, como o CD, o DVD, a transmissão direta, na tentativa de refazer este déficit. E entender que a cultura precisa ser subsidiada, os equipamentos culturais por exemplo. Então precisa primeiro pensar nas receitas, depois nas despesas e ter um acompanhamento contínuo do fluxo de caixa e do cumprimento do orçamento. É interessante lembrar também que, enquanto os governos indicam menos de 1% do orçamento para a cultura, dentro do orçamento familiar, essa atenção chega de 10% até 15% dependendo do estrato econômico. Hoje a sociedade investe muito mais com cultura do que o percentual estatal.

*Lincoln Spada

Aldo Valentim: ‘Observe equipe, justificativa e contrapartidas ao se inscrever no ProAC’

Coordenador Estadual de Fomento à Cultura e Economia Criativa na empresa Governo do Estado de São Paulo, Aldo Valentim tem mais de 20 anos de experiência em gestão de projetos culturais e ações como o Projeto Ademar Guerra, do Mapa Cultural Paulista, e atualmente é o responsável pelo ProAC – Programa de Ação Cultural. Trata-se do principal programa de difusão das produções artísticas do Estado de São Paulo e que, em muito, também contribui para a Baixada Santista.

No seminário “Olhares da Gestão Cultural”, realizado pelas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo em junho em Limeira, Aldo abordou sobre a relevância do ProAC. Neste ano, o programa destina cerca de R$ 30 milhões para cerca de 400 projetos contemplados, num total de 6 mil inscritos via editais. Na modalidade de ICMS, são R$ 100 milhões para captação de cerca de 800 projetos anualmente entre os 1,4 mil inscritos, mas que ainda apenas 100, 150 finalizam com 100% de captação.

“Claro que há o fator econômico da capacidade do Governo Estadual em fomentar os projetos”, diz Aldo Valentim. “Acredito que a gente tenha uma grande demanda e qualidade de artes que mereçam receber esses recursos e prêmios, mas que existe uma falta de recursos do Poder Público em geral para este financiamento. Por isso, é importante que haja um trabalho em rede com as prefeituras, envolvendo os artistas, o empresariado local, as associações comerciais, para que apoie este programa estadual, como também outras iniciativas”.

No debate, ele também citou sobre a importância dos fundos municipais de cultura, do diálogo com os movimentos culturais e do aumento das pautas de políticas culturais nos fóruns e espaços de discussão locais, exemplificando a Câmara de Vereadores e as novas ferramentas de comunicação e tecnologia. A seguir, a explicação de Aldo sobre o ProAC e os mecanismos do programa de estadual.

Relato de Aldo Valentim

Uma síntese do ProAC é toda a discussão da área da cultura na questão do financiamento. Portanto, o programa é voltado para subsidiar e apoiar as iniciativas da sociedade civil. O primeiro mecanismo, que é o mais conhecido, trata-se dos editais, um mecanismo de concurso público em que o Estado diz por meio desses editais que modalidades de projetos e linguagens ele está disposto a apoiar.

Ele tem o funcionamento bem simples. Neste ano, são 45 editais envolvendo diversas áreas, como artes cênicas, cinema, circo, ações em bibliotecas e museus, também na área de hip hop e cidadania, entre outros. Esses editais estão disponíveis praticamente a todo o setor artístico e sociedade civil, excluindo a inscrição de projetos do Poder Público municipal. Basta entrar no site do ProAC e analisar qual é o edital mais pertinente para sua ação.

Como elaborar o projeto

Neste ano, trabalhamos com o processo de inscrições online. Você preenche a ficha de inscrição no sistema e envia em PDF. O detalhe importante é qual é a estrutura desse projeto. Cada um precisa entender o objetivo e o espírito de cada edital, que basicamente se trata do que é o objeto (o que o edital está contratando), e quais as características e conceitos previstos no edital para cada modalidade.

A escrita do projeto vem da literatura simples, clássica, de estabelecer o objetivo, o público alvo e as contrapartidas, e além do que ele está concorrendo, o que mais o projeto comporta com subprodutos ou objetivos específicos. É importante detalhar as equipes e especificar bem as contrapartidas. A equipe é um diferencial importante, pois com ela é possível perceber quem faz parte daquela estrutura que está sendo proposta e que se difere de outros proponentes.

Outro tema importante é a justificativa. Por que aquele projeto em si é importante? Quais os diferenciais que ele carrega? Quais as co-relações com a comunidade e com a equipe? Na justificativa, vou de fato defender e usar os argumentos sobre a qualidade da ação, da equipe e as questões subjetivas que envolvem a arte. Ententa então que o projeto é como um meio de comunicação para expor aos avaliadores. Ele é um caminho, uma forma de diálogo com a comissão avaliativa.

Comissão avaliativa

A comissão dos editais envolve dois membros da Secretaria e também dois membros da sociedade civil, como os movimentos que que a integram, como a Cooperativa Paulista de Teatro, de Dança, que indicam em cada segmento pessoas de notório saber. São em torno de 300 pessoas que estarão avaliando todos os editais este ano. A concorrência é grande em alguns casos, sendo que há áreas que há 230 projetos inscritos para seis premiados.

A minha atenção após as avaliações não é só de ver a lista de premiados e respectivos suplentes, mas também de enquanto Poder Público sabermos junto à comissão quantos inscritos têm qualidae nos projetos, para saber o nosso déficit na questão de recursos para os próximos editais. No ProAC editais, com recursos diretos do Estado, 70% são entregues no início e outros 30% na prestação de contas.

ProAC ICMS

Nós também temos o ProAC com o mecanismo de ICMS, em que o proponente (excluindo as prefeituras) pode ser uma pessoa física ou jurídica, só que ao inscrever o projeto, uma comissão formada pela sociedade civil e setor público analisa e aprova por um período a captação de recursos junto às empresas que seriam recolhidos como ICMS. Nesse mecanismo, o Estado dá a chancela para que o proponente busque o patrocínio junto à iniciativa privada.

*Lincoln Spada

Maria Gadú em Santos; 23 cidades recebem Virada Cultural em 2016

“Nós teremos, na 10ª da Virada Cultural Paulista, uma grande novidade: serão três finais de semana de shows que acontecerão em todo o Estado, em 23 municípios das mais variadas regiões. A Virada promove a cultura, a educação, o entretenimento, a transformação. É a cultura indo ao encontro da população em todo o Estado”, afirmou o governador Geraldo Alckmin.

Entre as atrações inéditas na Virada Cultural Paulista, este ano se apresentam Os Mutantes, banda que vem influenciando gerações de músicos desde 1966 e que apresenta vários de seus clássicos em nova roupagem, além de músicas mais recentes; Alceu Valença, com show repleto de cultura nordestina em um caldeirão musical sofisticado e contemporâneo; o incansável Erasmo Carlos, com 50 sólidos anos de estrada e ainda em plena atividade; e a banda NX Zero, que apresenta músicas de seu álbum “Norte”, lançado no ano passado, bem como grandes sucessos de toda sua carreira.

Pensando na variedade de estilos, público e gerações, estão escalados para a edição deste ano artistas dos mais diversos: Almir Sater, Marcelo D2, Tiê, Emicida, Arnaldo Antunes, Trio Virgulino, Wanderléa, Silva, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz, Zeca Baleiro, Velha Guarda da Mangueira, Tribo de Jah, Mart’nália e Karina Buhr, entre vários outros. O formato inédito, com a distribuição da Virada Cultural Paulista em três finais de semana, possibilita que o público de cada região do Estado tenha acesso a ainda mais atrações, podendo participar do evento em cidades diferentes a cada fim de semana, com pouco deslocamento.

E para dar ao público da capital paulista a oportunidade de ter um gostinho do que é o evento, será realizado no dia 3 de maio, terça-feira, no Teatro Sérgio Cardoso, o Esquenta Virada Cultural Paulista 2016, com show de Maria Gadú. A entrada, como em toda a Virada, é gratuita. A Virada Cultural Paulista 2016 conta ainda com apoio do MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Pensarte, Museu do Café e Cavalera.

Histórico

Criada em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, a Virada Cultural Paulista tornou-se o mais relevante evento cultural do interior e litoral paulistas, com a proposta de promover um grande festival gratuito e simultâneo em cidades de médio e grande porte. Desde o princípio, a Virada tem buscado proporcionar ao público o acesso às melhores produções artísticas do País, nas mais variadas linguagens: música, dança, circo, artes cênicas, arte para crianças, dentre outras.

O programa ocorre em parceria com as Prefeituras: enquanto o Estado se encarrega da programação artística principal, os municípios ficam responsáveis por toda a infraestrutura do evento, como montagem de palcos externos e disponibilização de teatros municipais. As cidades também contribuem com programação local, dando espaço a artistas das próprias regiões. No ano passado, realizada em 24 cidades, a Virada teve público de 1,1 milhão de pessoas.

Virada Cultural Paulista 2016

14 e 15 de maio
Araraquara – Zeca Baleiro e Projota
Botucatu – Maria Gadú e Os Mutantes
Registro – Mart’nália e Tribo de Jah
Santa Bárbara d’Oeste – Marcelo Jeneci & Tulipa Ruiz e Nação Zumbi
São João da Boa Vista – Os Mutantes e Emicida
Sorocaba – Nação Zumbi e Mart’nália
Taubaté – Cidade Negra e Toquinho

21 e 22 de maio
Araçatuba – Maria Gadú e Alceu Valença
Ilha Solteira – CPM 22 e Zélia Duncan
Limeira – Alceu Valença e Teatro Mágico
Marília – Biquini Cavadão e Velha Guarda da Mangueira
Piracicaba – Erasmo Carlos e NX Zero
Presidente Prudente – Gabriel o Pensador e Maria Gadú
Votuporanga – Teatro Mágico e Raimundos

28 e 29 de maio
Assis – Ed Motta e Tihuana
Bauru – Projota e Marcelo Jeneci
Campinas – Maria Gadú e Marcelo D2
Caraguatatuba – Otto e Dona Zaíra
Franca – Nação Zumbi e Arnaldo Antunes
Indaiatuba – Arnaldo Antunes e Emicida
Mogi das Cruzes – Banda Malta e Almir Sater
Ribeirão Preto – Marcelo Jeneci e Raimundos
Santos – Alceu Valença e Maria Gadú

Realização: Governo do Estado de São Paulo
Correalização: Prefeituras das cidades participantes
Execução: APAA
Parcerias: SESC-SP
Apoio: MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo, Instituto Pensarte, Museu do Café e Cavalera.

Entrada gratuita

Esquenta Virada Cultural Paulista 2016 com Maria Gadú
03 de maio, terça-feira, às 20h
Teatro Sérgio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153, Bixiga – São Paulo
Sala Sérgio Cardoso
Capacidade: 835 lugares
Entrada gratuita (sujeito a lotação)

*Secretaria de Estado da Cultura

 

Festival Nacional de Teatro de Limeira anima crianças

O riso tomou conta das 300 crianças que assistiram à peça “Números”, da Cia. Os Palhaços de Rua, durante o terceiro dia do Festival Nacional de Teatro de Limeira. A apresentação ocorreu nesta quarta-feira, 19 de agosto, às 10h, no Parque Cidade.

No espetáculo, dois palhaços divertiram o público com malabares, acrobacias e um divertido carrinho de supermercado que serviu de apoio para inúmeras trapalhadas. A peça conta a história dos palhaços Batata Doce e Turino, que tentam apresentar um espetáculo perfeito, mas acabam se envolvendo em situações desastrosas.

Com o objetivo de disseminar o riso, a Cia. Os Palhaços de Rua originou-se do trabalho de conclusão de curso dos atores Adriano Gouvella e Lucas Turino, quando estudavam Artes Cênicas na Universidade Estadual de Londrina, em 2013. De acordo com Gouvella, a seleção do espetáculo para o Festival foi motivo de felicidade para a companhia. “Fomos muito bem recepcionados pela organização do evento. Nossa apresentação foi especial, recebemos uma energia muito boa das crianças que assistiram à peça. Conseguimos uma ótima interação com o público durante todo o espetáculo”, salientou.

Ao longo desta semana, serão apresentados 17 trabalhos, nas categorias adulto, infantil e teatro de rua. Amanhã, as apresentações prosseguem com as peças “Z – As Imagens são Palavras que Sumiram”, às 10h, “O Cuscuz Fedegoso”, às 15h e “Cabeça Oca”, às 20.

Os ingressos para toda a programação são gratuitos. Para as peças encenadas nos teatros Nair Bello e Vitória, os ingressos devem ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência.

*Prefeitura de Limeira

 

Festival Nacional de Teatro de Limeira começa na próxima segunda

Valorizar as artes cênicas e divulgar novos talentos. Esses são os principais objetivos do Festival Nacional de Teatro de Limeira, marcado para o período de 17 a 23 de agosto. O evento é promovido pela Prefeitura de Limeira, por meio da Secretaria de Cultura, com o apoio da Oficina Cultural Carlos Gomes. Os ingressos para toda a programação são gratuitos e podem ser retirados com uma hora de antecedência, na própria bilheteria dos teatros Vitória e Nair Bello.

O Festival levará ao público limeirense 17 trabalhos, nas categorias espetáculos de rua, infantil e adulto. Desse total, 14 peças foram selecionadas por uma equipe de curadores, após avaliação do material de 164 inscritos, dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Bahia. Já a montagem “Querida Célie”, do Espaço Núcleo de Teatro, foi indicada para participar do Festival durante a Mostra Municipal de Teatro, realizada em maio.

Haverá, ainda, outras duas peças trazidas a Limeira graças a uma parceria com o ProAC (Programa de Ação Cultural), do Governo do Estado de São Paulo. O espetáculo “O Senhor das Chaves”, com Alexandre Roint, fará a abertura do evento, no dia 17, às 20h. O encerramento, no dia 23, ficará com a peça “Borandá”, da Cia. Fraternal de Artes e Malas-Arte, no mesmo horário.

A exemplo do ano passado, o Festival Nacional de Teatro não terá caráter competitivo. Haverá, contudo, uma comissão de orientadores artísticos que fará um debate com os atores após cada espetáculo. Essas discussões serão abertas ao público. Integram a comissão de orientadores: Antonio Chapéu (Grupo Andaime de Teatro, de Piracicaba); Daniel Martins (Sarcástica Cia. de Teatro, de Limeira) e Valdir Rivaben (Poiesis/Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo).

Segundo a secretária de Cultura, Gláucia Bilatto, o Festival será uma grande oportunidade para o público ter acesso gratuito a excelentes espetáculos, desenvolvidos por grupos de vários estados brasileiros. “Os debates ao final das apresentações também permitirão que o público aprenda um pouco mais sobre as artes cênicas e sobre o processo de criação das peças. Haverá uma integração maior entre o público e os artistas”, comentou.

Confira a programação:

17 de agosto (segunda-feira) – “O Senhor das Chaves”
Ator: Alexandre Roint (São Paulo-SP)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: livre // Categoria: adulto

18 de agosto (terça-feira) – “A Caixa”
Grupo: Cia Mútua (Itajaí-SC)
Horário: 10h
Local: Teatro Nair Bello
Classificação: 6 anos // Categoria: infantil

18 de agosto (terça-feira) – “Dom Quixote Mula Manca e seu fiel escudeiro Zé Chupança”
Grupo: Cia. A Dita Cuja (Ribeirão Preto-SP)
Horário: 15h
Local: Pavilhão do Feirante
Classificação: livre // Categoria: teatro de rua

18 de agosto (segunda-feira) – “Acusação a uma atriz”
Grupo: Minicia Teatro (São Paulo-SP)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: 14 anos // Categoria: adulto

19 de agosto (quarta-feira) – “Números”
Grupo: Cia Os Palhaços de Rua (Londrina-PR)
Horário: 10h
Local: Parque Cidade
Classificação: livre // Categoria: Teatro de Rua

19 de agosto (quarta-feira) – “Cinco Semanas em um Balão”
Grupo: Cia Sabre de Luz Teatro (São Paulo-SP)
Horário: 15h
Local: Teatro Nair Bello
Classificação: livre // Categoria: infantil

19 de agosto (quarta-feira) – “Querida Célie”
Grupo: Espaço Núcleo Limeira (São Paulo-SP)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: 14 anos // Categoria: adulto

20 de agosto (quinta-feira) – “Z – As Imagens são Palavras que Sumiram”
Grupo: CórtexArte (Curitiba-PR)
Horário: 10h
Local: Teatro Nair Bello
Classificação: 7 anos // Categoria: infantil

20 de agosto (quinta-feira) – “O Cuscuz Fedegoso”
Grupo: Buraco D’Oráculo (São Paulo-SP)
Horário: 15h
Local: Praça Cecap
Classificação: 12 anos // Categoria: Teatro de Rua

20 de agosto (quinta-feira) – “Cabeça Oca”
Grupo: Cia Talagadá (Itapira-SP)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: livre // Categoria: adulto

21 de agosto (sexta-feira) – “Quem roubou meu sapatinho”
Grupo: InSÔNIA (Ribeirão Preto-SP)
Horário: 15h
Local: Teatro Nair Bello
Classificação: livre // Categoria: infantil

21 de agosto (sexta-feira) – “A Nau dos Desterrados”
Grupo: Cia de 2 (São José dos Campos-SP)
Horário: 19h
Local: Praça Toledo Barros
Classificação: 14 anos // Categoria: Teatro de Rua

21 de agosto (sexta-feira) – “Escapamento”
Grupo: Trilhas de Arte – Pesquisas Cênicas (São Paulo-SP)
Horário: 21h
Local: Teatro Vitória
Classificação: 14 anos // Categoria: adulto

22 de agosto (sábado) – “Decameron”
Grupo: Filhos da Imundície (Campinas-SP)
Horário: 11h
Local: Praça Toledo Barros
Classificação: 14 anos // Categoria: Teatro de Rua

22 de agosto (sábado) – “Em Busca do Ingrediente Secreto”
Grupo: Chica e Olga (São Paulo-SP)
Horário: 15h
Local: Teatro Nair Bello
Classificação: livre // Categoria: Infantil

22 de agosto (sábado) – “Holoclownsto”
Grupo: Troupp Pas D’Argent (Rio de Janeiro-RJ)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: 14 anos // Categoria: adulto

23 de agosto (domingo) – “Borandá”
Grupo: Fraternal de Artes e Malas-artes (São Paulo-SP)
Horário: 20h
Local: Teatro Vitória
Classificação: livre // Categoria: adulto