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Projeto Com Com abre inscrições para curso de fotografia

Por Lincoln Spada

As noções e técnicas da arte da fotografia serão partilhadas em curso oferecido gratuitamente pelo Projeto Com Com – Comunicação Comunitária neste mês de outubro. As inscrições podem ser realizadas na sede da entidade (Faixa do Oleoduto, 5, Pinhal do Miranda) ou pelo correio eletrônico projetocomcom@gmail.com. Informações: (13) 3377-1570.

Com duração de 24 horas, a atividade formativa será realizada no período de 17 de outubro a 1º de novembro, às terças, quartas e quintas-feiras, das 14 às 17 horas. No decorrer do cronograma, a turma aprenderá sobre macrofotografia, fotografia publicitária e de eventos sociais, edição e tratamento de imagens, entre outros temas.

O Projeto Com Com tem como objetivo integrar por meio de veículos locais de comunicação os moradores dos bairros envolvidos no programa socioambiental da Serra do Mar. A iniciativa é uma realização do Governo Estadual, da CDHU e do Banco Interamericano de Desenvolvimento, com apoio da Prefeitura de Cubatão.

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Baobá Coletivo de Arte se apresenta no Parque Vila de SV

Por Baobá Coletivo de Arte

Neste sábado (dia 5), às 19h, o Baobá Coletivo de Arte realiza mais uma apresentação do Projeto PRETUme. Dessa vez, a apresentação cênica está prevista no Parque Cultural Vila de São Vicente (Praça João Pessoa). “Espaço que que carrega por si só grande parte da nossa história e cultura afro-brasileira”, cita o organizador e ator Bruno Oliveira.

 

Alunos da EJA de São Vicente produzem livro de Memórias Literárias

Por Prefeitura de São Vicente

Na próxima terça-feira (25), 40 alunos vicentinos da EJA (Educação de Jovens e Adultos) terão uma experiência inesquecível, quando participam de uma visita noturna monitorada ao Orquidário Municipal de Santos, na qual poderão explorar conceitos de Ciências da Natureza, através do trabalho de conscientização ambiental do espaço e de Língua Portuguesa, mais especificamente de Literatura.

Essa experiência dos estudantes da EMEF Ercília Nogueira Cobra (Vila Margarida) culminará na produção de um livro que tratará das Memórias Literárias do grupo durante todo esse ano de estudos. A Editora Estante abraçou o projeto e já se comprometeu a publicar a obra.

A ideia surgiu a partir de um Projeto de Leitura desenvolvido pelas professoras Lilian Cristina Ferreira Dall Amico e Eliane Aparecida de Oliveira, por perceberem a dificuldade com a leitura e escrita.

Pensando em resgatar a autoestima e incentivar a reconstrução de suas próprias histórias, surgiu a proposta do passeio. Para isso, os alunos foram apresentados ao livro “Os bichos que tive – memórias zoológicas”, de Sylvia Orthof. A obra literária serviu como referência para desenvolver a proficiência em escrita através desses parâmetros.

 

Concha Acústica recebe show de MPB e contação de histórias

Por Secult Santos

A Concha Acústica Vicente de Carvalho, equipamento da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) localizado na orla do Gonzaga, ao lado do Canal 3, recebe neste sábado (8), a partir das 19h, o show ‘Bossa Sempre Nova’, do cantor Marcelo França. Na performance, Marcelo estará acompanhado de Mano Ritto (teclado) e Plínio Romero (percussão), interpretando clássicos da MPB.

No domingo (9), a partir das 10h30, o Projeto Conchinha traz performance do ator Alexandre Camilo, que convida as crianças para um passeio pelo mundo dos contos. Toda a programação é gratuita. Em caso de chuva, os eventos são cancelados.

 

Circuito LABxS premiará 12 ações de inovação cidadã na Baixada Santista

Por Lab Santista

Com o objetivo de fomentar e impulsionar projetos e iniciativas cidadãs locais, o Instituto Procomum lança neste mês de janeiro a convocatória Circuito LABxS (Lab Santista). O projeto irá oferecer 12 microbolsas de 1,2 mil reais para propostas inovadoras que contribuam para melhorar a vida em comum e fortalecer a cidadania. As inscrições podem ser realizadas entre os dias 17 de janeiro e 3 de fevereiro, por meio do endereço http://www.procomum.org/circuitolabxs.

A chamada pública é aberta a pessoas, coletivos, organizações da sociedade civil, produtoras ou pequenas empresas. Cada proponente pode apresentar ou estar envolvido em no máximo dois projetos. A convocatória é inédita na Baixada Santista e conta com recursos oriundos do patrocínio da Fundação Ford para o projeto do LABxS. “O edital é aberto a qualquer boa proposta de caráter público”, afirma Marília Guarita, diretora administrativa do Instituto ProComum (IP).

O Instituto Procomum procura propostas cidadãs, inovadoras, que estimulem a memória coletiva, a democracia, o cuidado com o meio ambiente, que promovam a cultura livre, as expressões artistícas e a colaboração. Elas devem ter caráter público e fortalecer o bem comum – de preferência em espaços públicos da cidade. Exemplos são as hortas comunitárias, os mutirões de limpeza e ocupações de praças, aplicações digitais, cursos e oficinas e atividades artísticas e culturais.

A convocatória é aberta para novas ideias ou a projetos já existentes que necessitem de apoio. “Pensamos que há vários bons projetos que às vezes com um pouco de recurso podem ganhar enorme força. Daí que não há uma regra de como o dinheiro deve ser gasto”, explica Marina Pereira, produtora do LABxS. “O contemplado pode até comprar um equipamento, se quiser, como no caso de um clube de cinema que precisa de um projetor ou uma biblioteca comunitária que deseja adquirir mais livros para renovar seu acervo”.

Os vencedores receberão, além de recursos, orientação técnica do IP. A equipe da instituição estimulará a cooperação em rede entre os contemplados e não contemplados. As atividades premiadas devem ser realizadas entre março e abril de 2017. Os critérios de seleção irão privilegiar a diversidade territorial, de gênero e racial, com ênfase no reconhecimento de grupos que são historicamente sub-representados. Para o diretor-executivo do Instituto Procomum, Rodrigo Savazoni, a convocatória tem como objetivo propor um olhar sobre as cidades como laboratórios, ou seja, um lugar onde seja possível experimentações e invenções: “Entendemos que a principal função desse tipo de intervenção é inventar novas formas de vida, de sociabilidade e de possibilidades de produção e convívio”.

Confira o calendário

>> 17/jan a 3/fev | Período de inscrições
>> 19/jan | 19h | Conversatório e confraternização entre interessados e Instituto Procomum, na Estação Cidadania
>> 10/fev | Divulgação dos projetos selecionados
>> 14 e 15/fev | Reuniões de trabalho entre promotores e equipe Procomum
>> 21/fev | Confraternização e seminário inaugural do Circuito LABxS 2017
>> 3/mar a 23/abr | Realização das atividades
>> 2/mai | Confraternização e seminário avaliativo do Circuito LABxS 2017

Entrevista: Thamyres Matarozzi avalia Valongo Festival e anuncia centro de artes visuais em 2017

Por Lincoln Spada | Foto de capa: Sara Santis; Foto de perfil: Iatã Cannabrava

Comprometido em revitalizar a região central e portuária de Santos, o Projeto Valongo iniciou o seu processo por meio do festival que reuniu 4 mil pessoas em meados de outubro. Com mais de 70 atividades espalhadas pela região central da Cidade, o evento reuniu mais de 60 coletivos e artistas nacionais e internacionais convidados para uma extensa programação, como exposições de artes visuais, exibições de filmes, workshops, oficinas, entrevistas, rodas de conversa, leitura de portfólios e lançamentos de livros.

d1Assim, já na primeira edição, o evento nasceu com grande porte. Dando continuidade às entrevistas da Revista Relevo com realizadores de festivais na cidade, a diretora do Valongo Festival, Thamyres Matarozzi, avalia o trabalho realizado em outubro, como também os desdobramentos da iniciativa já no próximo ano. Confira a seguir a entrevista virtual na íntegra com a realizadora.

Apesar da crise econômica que interferiu no orçamento do Valongo Festival, ele já nasceu em grande porte. O objetivo é manter esse ritmo em futuras edições e já há uma periodicidade prevista para o evento?

Sim, o objetivo é que o festival aconteça todo ano em outubro. O festival sofreu grande abalo não só devido à crise econômica que assolou o país, mas também pela instabilidade que o setor cultural e ministério da cultura demonstraram ao longo do ano.

Começamos a produzir o festival em dezembro de 2015, mas foram muitos meses até as aprovações nas leis de incentivo acontecerem e as primeiras verbas caírem. Tamanho foi o atraso de cronograma que não sabíamos se o festival aconteceria até a véspera do mesmo. Tivemos menos de um terço da captação prevista, e com isso grandes dificuldades estruturais e contratempos.

Em cinco dias, o festival produzido em poucos meses conseguiu reunir 4 mil pessoas, numa cidade de mais de 400 mil habitantes, e com parte considerável do público sendo de fora da região. Com esses números, é oportuno um investimento futuro do Projeto Valongo em Santos?

Sim! O Projeto Valongo nasce em duas frentes que se complementam e fundem: o Valongo Festival Internacional da Imagem e os Núcleos Permanentes. O festival é a grande celebração que concentra diversas atividades e agentes culturais em um mesmo ambiente, um verdadeiro intensivo de pensamento e reflexão sobre o mundo da imagem, com muitos intercâmbios e grandes dimensões.

Mas grande parte do Projeto Valongo se dá através dos Núcleos Permanentes que são atividades que acontecem ao longo do ano no Valongo. Nosso próximo passo é a abertura do Centro de Pesquisa das Narrativas Visuais do Valongo (Rua Tuiuti, 26) que sediará grande parte dessas atividades, já estamos trabalhando em uma programação que deve ser lançada no começo do próximo ano.

Após o festival, o Projeto Valongo pretende manter um centro de pesquisa sobre a imagem, vindo a sediar graduações ou cursos de extensão universitária. Já há parcerias e até outras ações previstas para o prédio recém-aberto?

Sim, hoje temos parceria com a Unimes que tem nos apoiado desde a concepção do projeto e estamos desenvolvendo junto a eles cursos livres e de extensão para o próximo ano. É importante frisar que também estamos em negociações com outras universidades da Baixada para que sejam desenvolvidos cursos voltados para o setor cultural ou de comunicação e que sejam ministrados no Valongo. Acreditamos na forte aliança entre o setor cultural e educativo, no Projeto Valongo indissociáveis.

Durante o evento, alguns ruídos aconteceram na produção e diálogo com artistas locais. Em seguida, o festival dialogou com eles, mas vocês observam algo de positivo a partir dessa experiência? E há pretensão de estar mais inserido no panorama regional?

Os contratempos sofridos pelo festival foram muitos, típicos de um projeto novo, em novo território. Através do festival passamos a conhecer uma classe artística forte e atuante que nos recebeu muito bem e que infelizmente frustramos por diversas razões. Temos como meta para os próximos anos não só um diálogo maior e mais eficiente, mas também mais trabalho em conjunto tanto em termos de equipe (os fazedores culturais) como em termos artísticos.

Ao mesmo tempo, o Valongo Festival reuniu fotógrafos, roteiristas e editores de outras nacionalidades, como já havia no Paraty em Foco, produzido noutros anos pelo Estúdio Madalena. Qual foi a percepção geral dos profissionais convidados e dos realizadores ao fazer o evento em Santos?

Foi muito positivo. Inclusive os próprios brasileiros que já conheciam Santos, mas um outro lado da cidade, ficaram maravilhados com o que viram. O Valongo é de fato um lugar muito especial, com características únicas e infraestrutura para um projeto como este.

 

‘Janelas Solitárias’ e Mostra de Estudantil agitam Teatro do Kaos

Por Teatro do Kaos e Prefeitura de Cubatão

Chegou a hora dos participantes do Projeto Ação Cênica mostrarem resultados. A peça ‘Janelas Solitárias’ será apresentada gratuitamente (classificação: 16 anos) nos próximos finais de semana (11 a 13, 18 a 20, 25 a 27/11), no Teatro do Kaos, sempre às 20 horas, e no próximo ano será levada a outras quatro cidades (Santos, Guarujá, Praia Grande e Mongaguá). No dia 15 começa também nesse teatro a Mostra de Teatro Estudantil, com apresentações no mesmo local. O Teatro do Kaos fica na Praça Coronel Joaquim Montenegro, 34 (Largo do Sapo).

Durante todo o ano de 2016, 230 alunos participaram do Projeto Ação Cênica. Agora, a turma da Qualificação Profissional (que recebe a Certificação Profissional do Sated/SP, comdireito a DRT), apresentará a peça Janelas solitárias, texto de João Fábio Cabral e direção de Níveo Diegues. “Antes de subir ao palco, eles ralaram muito”, afirma Lourimar Vieira, idealizador e gestor do projeto, que conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Cubatão.

A peça tem no elenco: Aline Pinheiro, Beatriz Maria, Bianca Souza, Caio Werneck, Carolina Martins, Cristiane Ramos, Fabio Faustino, JP de Castro, João Vítor, Júlia Alves, Layla Lauane, Luciana Adrielle, Luiz Guilherme, Maíra Alves, Nicca Oliveira, Rafael Almeida, Rayane Santana, Udson Santos, Vanessa Ramos e William Gois. Mostra a ealidade de jovens numa metrópole, que buscam sua identidade e seu espaço na sociedade e têm necessidade e urgência de expressão num mundo cada vez mais imediatista e consumista.

O espetáculo critica a cegueira da sociedade moderna aos anseios destas “tribos”, colocando em foco as separações, medos, sexualidade exacerbada, uso de drogas, desespero. E desafia o público a assistir sem julgar, abrindo sua mente para uma reflexão sobre a real situação dos jovens que vivem nas janelas solitárias da cidade. Os alunos tiveram aulas de: História do Teatro (Orleyd Faya); Interpretação (Marcos Felipe e Níveo Diegues); Expressão Corporal (Fabiano di Melo); Expressão Vocal (Douglas Lima); Jogos Teatrais (Sander Newton); Maquiagem (Levi Tavares) e Produção (Lourimar Vieira).

Mostra Estudantil

O projeto também contou com Oficina de Teatro, voltada para crianças e adolescentes. E durante todo o ano tiveram aulas com Sander Newton, Fabiano di Melo, Allana Santos, Diego Saraiva, Ricardo Oliveira. Como resultado, cada uma das oito turmas encenará uma peça, dentro da 4ª Mostra de Teatro Estudantil do Teatro do Kaos. A Mostra começa dia 15 com a peça Fábrica de Adultos e prossegue no dia 16 com a peça ‘Kaos_Holocausto’, seguindo-se: dia 17, ‘Elas Sensacionais’; dia 21, ‘O Elefante Branco’; dia 22, ‘O Último Conto’; dia 23, ‘Notícias de Luto’; dia 24, ‘Doadores de Memórias’; e dia 28, ‘A Pílula Falante’. Cada peça da Mostra Estudantil terá três apresentações, às 15, 17 e 19h30 dos respectivos dias. Aberta ao público, a Mostra tem entrada gratuita.