Cadeia Velha: Governo de SP busca parceiros para manter centro de artes integradas

Por Lincoln Spada | Foto: Sander Newton

Após quatro anos de mobilizações para reforma e reocupação, a Cadeia Velha tem seu destino incerto, já que será alterada a gestão do centro cultural de artes integradas. Em nota oficial, a organização social Poiesis: “informa que não administrará a Oficina Cultural Pagu a partir de 2017. O novo modelo de gestão do espaço será definido pela Secretaria da Cultura do Estado. A Cadeia Velha pertence à Secretaria e vinha sendo gerenciada pela Poiesis de acordo com o Contrato de Gestão e Termo de Permissão de Uso”.

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A unidade será uma das cerca de dez oficinas culturais a serem fechadas pelo interior e litoral paulista, por razões financeiras. No caso da Cadeia Velha, a Secretaria da Cultura do Estado “estuda novo modelo de gestão do programa, com participação de parceiros, para continuar garantindo o atendimento ao público com atividades de formação cultural. Dessa forma, a Cadeia Velha continuará tendo uso cultural”. Vale evidenciar que o espaço enquanto centro cultural de artes integradas foi defendido e garantido pelo órgão depois de audiência e campanhas da comunidade artística.

Em 2013, havia a possibilidade de que o edifício estadual fosse municipalizado. Hoje, a Prefeitura de Santos declara que “atualmente, não há estudo da Prefeitura para assumir a administração do local. Ressaltamos que a Secretaria Municipal de Cultura não foi procurada para discussão deste assunto”. No início do ano, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa argumentou sobre a vocação plural que o espaço tem para a formação e o fomento artístico.

Reaberto em agosto

Fechada desde dezembro de 2011, a Cadeia Velha de Santos só foi reinaugurada em agosto de 2016, com custos de R$ 10,6 milhões do Governo de SP. Mesmo assim, quando reaberto, o equipamento estadual não contava com auditório pronto, tinha pouco mobiliário e recursos para realização de atividades formativas. Parcerias com instituições, festivais e grupos artísticos foram fundamentais para equipar e reavivar o prédio neste período. Ali respectivamente sediou o FESTA, o Mirada, o Curta Santos e o Valongo Festival.

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